Brasília – A proposta de reforma do Imposto de Renda enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional isenta totalmente quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduz gradualmente a cobrança para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. O relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), sugere que o benefício parcial se estenda até R$ 7,35 mil.
A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o texto, que já passou por comissão especial e poderá ser votado diretamente em plenário. Cálculos da Confirp Contabilidade indicam que trabalhadores com holerite de R$ 5 mil serão os maiores beneficiados, economizando aproximadamente R$ 312,89 por mês — cerca de R$ 4.067 ao ano, já incluído o 13º salário.
Economia por faixa de renda
Confira a estimativa de ganho, segundo a Confirp:
- R$ 3,4 mil – R$ 27,30 por mês | R$ 354,89 ao ano
- R$ 4 mil – R$ 114,76 por mês | R$ 1.491,89 ao ano
- R$ 5 mil – R$ 312,89 por mês | R$ 4.067,57 ao ano
- R$ 5,5 mil – R$ 246,32 por mês | R$ 3.202,19 ao ano
- R$ 6 mil – R$ 179,75 por mês | R$ 2.336,75 ao ano
- R$ 6,5 mil – R$ 113,18 por mês | R$ 1.471,31 ao ano
- R$ 7 mil – R$ 46,60 por mês | R$ 605,86 ao ano
- R$ 7,35 mil – sem redução
Se aprovado, o novo modelo deve entrar em vigor em 2026. O Ministério da Fazenda estima que cerca de 10 milhões de contribuintes deixariam de pagar Imposto de Renda, elevando para 26 milhões (65% dos atuais declarantes) o total de isentos.
Compensação de receita
Para neutralizar a queda de arrecadação, o governo propõe taxar lucros e dividendos recebidos por pessoas físicas com renda superior a R$ 50 mil mensais, mantendo a alíquota global abaixo de 34% para empresas e de 45% para instituições financeiras.
Próximos passos
O texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado ainda em 2025 para valer no ano-base 2026. Lira afirma que a mudança beneficiará aproximadamente 500 mil brasileiros na faixa que hoje paga IR, ao mesmo tempo em que reforça a progressividade do sistema.
A Secretaria da Receita Federal mantém página atualizada com perguntas e respostas sobre a proposta e os impactos esperados; o material pode ser consultado no portal oficial do órgão.
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Fique atento: se a reforma for aprovada, verifique seu contracheque a partir de 2026 para confirmar a nova alíquota e planejar o orçamento anual.
Com informações de g1.globo.com
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