WASHINGTON (EUA) — Uma corte federal dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, que o presidente Donald Trump não pode, por enquanto, demitir a economista Lisa Cook do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed).
Decisão judicial
A liminar atende a um pedido apresentado pela própria diretora logo após o anúncio de sua demissão, feito por Trump no fim de agosto. Na ação, Cook argumenta que o presidente não possui autoridade legal para afastá-la sem comprovar “justa causa”, requisito previsto na Lei do Federal Reserve, de 1913.
Acusação de fraude hipotecária
Trump sustenta que Cook teria cometido fraude ao declarar duas residências como principais para obter condições melhores de financiamento imobiliário. O presidente afirmou que o episódio configuraria a falta grave necessária para o desligamento.
Especialistas, entretanto, lembram que as transações citadas ocorreram antes da nomeação de Cook – confirmada pelo Senado em 2022 – e já haviam sido analisadas durante a sabatina. Para o historiador do Fed Peter Conti-Brown, da Universidade da Pensilvânia, a lei se refere à conduta durante o mandato, não a atos anteriores.
Primeira mulher negra no colegiado
Lisa Cook é a primeira mulher negra a integrar a cúpula do banco central norte-americano. Em nota divulgada por seu advogado, ela afirmou que “não existe motivo legal” para a demissão e que continuará exercendo suas funções.
Independência em jogo
A tentativa de afastamento é considerada sem precedentes. Os mandatos do Fed foram estruturados para proteger a política monetária de pressões políticas, garantindo estabilidade nos rumos econômicos dos EUA.
O caso também foi encaminhado ao Departamento de Justiça a pedido do próprio banco central, que solicitou investigação sobre as acusações.
Com a decisão provisória, Cook permanece no cargo até que o tribunal analise o mérito da ação.
Para compreender como funciona a composição do conselho do banco central, o Federal Reserve detalha em seu site oficial os critérios e mandatos dos governadores.
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Com informações de g1
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