O governo dos Estados Unidos foi parcialmente paralisado na madrugada desta quarta-feira, 1º de outubro, depois que o Congresso não alcançou acordo para estender o financiamento federal. Sem a lei orçamentária, serviços públicos considerados não essenciais serão suspensos nas próximas horas.
Impasse sobre saúde trava votação
Esta é a 15ª paralisação do governo norte-americano desde 1981. O ponto central da disputa envolve a prorrogação de programas de assistência médica que expiram este ano. Democratas condicionam o voto favorável ao orçamento à manutenção desses benefícios, alegando que, sem a medida, os custos de saúde aumentarão para 24 milhões de pessoas, sobretudo em estados sob controle republicano, como Flórida e Texas.
Republicanos, liderados pelo presidente Donald Trump, insistem em analisar separadamente saúde e financiamento federal. Nas redes sociais, a Casa Branca classificou a interrupção como “shotdown democrata”.
Negociações fracassadas
Na segunda-feira (29), líderes dos dois partidos se reuniram na Casa Branca, mas não chegaram a um consenso. Na noite de terça (30), o Senado tentou aprovar uma última proposta, que recebeu 55 dos 60 votos exigidos para avançar, confirmando o “shutdown”. Durante a crise, Trump ameaçou demitir servidores e extinguir programas ligados aos democratas.
Serviços afetados
Com o bloqueio de recursos:
- Milhares de servidores federais serão colocados em licença não remunerada; trabalhadores de setores essenciais continuarão sem salário até a retomada do orçamento.
- A Administração Federal de Aviação (FAA) afastará 11 mil funcionários, enquanto 13 mil controladores de tráfego aéreo permanecerão em atividade sem vencimentos.
- Atrasos em voos são esperados, e aeroportos podem reduzir operações, como ocorreu na paralisação de 2019.
- Parques nacionais, museus e zoológicos federais devem fechar. A Estátua da Liberdade, em Nova York, e o National Mall, em Washington, suspenderão visitas.
- Pagamentos de aposentadorias, benefícios por invalidez e o Serviço Postal continuarão operando.
- No Pentágono, mais da metade dos 742 mil civis será liberada; aproximadamente 2 milhões de militares permanecerão em serviço.
- Divulgação de indicadores econômicos e concessão de empréstimos a pequenas empresas podem sofrer atrasos.
Paralisação anterior
O último “shutdown” ocorreu entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, também no governo Trump, durou 35 dias e gerou custo estimado em US$ 3 bilhões para a economia norte-americana.
Ainda não há previsão para uma nova votação do orçamento no Congresso.
Matéria encerrada
Segundo um relatório do Congressional Research Service, paralisações prolongadas podem impactar o crescimento econômico do país e aumentar custos operacionais federais.
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Com informações de g1
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