Os contratos futuros de petróleo voltaram a recuar nesta sexta-feira (17) e marcaram o valor mais baixo em meses. Em Londres, o barril do Brent para entrega em dezembro caía 0,13%, cotado a US$ 60,98. Já o norte-americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em novembro, recuava 0,19%, para US$ 57,35.
Oferta supera a demanda
A principal pressão sobre os preços vem do temor de excesso de produção global. A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou a projeção de crescimento da oferta para 2,2 milhões de barris por dia em 2025 e quase 4 milhões em 2026, enquanto reduziu levemente a expectativa de demanda. Analistas do banco DNB afirmam que o excedente “começa finalmente a surgir” e tende a manter o mercado pressionado.
Geopolítica no radar
Negociações que apontam para o arrefecimento de conflitos também colaboram para os preços mais baixos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou entendimento preliminar para um encontro com o líder russo Vladimir Putin na Hungria, em busca de avanços sobre a guerra na Ucrânia. No Oriente Médio, Israel e Hamas firmaram em 9 de outubro a primeira etapa de cessar-fogo, medida que reduz o risco de interrupções em rotas estratégicas como o Mar Vermelho e o Canal de Suez.
Tensões comerciais entre EUA e China
Ainda pesa sobre o mercado a disputa tarifária entre Washington e Pequim. Trump classificou como “não sustentável” a tarifa de 100% imposta a produtos chineses, enquanto a China reagiu com restrições a exportações de terras raras. Para John Evans, da PVM, qualquer redução no comércio global tende a ser negativa para o petróleo.
Nível de preços crítico para o xisto
Analistas da Excel Futures alertam que, se o WTI permanecer abaixo de US$ 60, empresas norte-americanas de xisto podem reduzir a perfuração de novos poços pela falta de rentabilidade, o que poderia ajustar a oferta no médio prazo.
Com o recuo recente, o Brent voltou ao patamar de maio deste ano, e o WTI não registrava valores tão baixos desde 2021.
Próximos passos serão definidos pela evolução das conversas de paz, pela política de produção dos grandes exportadores e pelos desdobramentos da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Dados mais detalhados sobre produção e demanda global podem ser consultados no relatório mensal da Agência Internacional de Energia, referência para agentes do setor.
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Em resumo, a combinação de oferta abundante e menores riscos geopolíticos tem derrubado as cotações do petróleo. Fique de olho em nossas próximas publicações e receba alertas em tempo real assinando as notificações do portal.
Com informações de g1
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