Brasília – A exigência de biometria para liberar empréstimos consignados fez o valor de novos contratos para aposentados e pensionistas despencar para menos da metade a partir de maio de 2025, informou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Até então, o volume dessa modalidade somava R$ 8,5 bilhões em todo o ano de 2024 – montante repetido nos cinco primeiros meses de 2025. Depois da adoção do reconhecimento facial no aplicativo Meu INSS, o total mensal caiu para menos de R$ 4 bilhões.
Medidas de controle
A mudança veio após aumento nas reclamações de beneficiários que não reconheciam contratos registrados em seus nomes. Ainda no início de 2024, auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou falhas e recomendou maior fiscalização.
Em resposta, o INSS:
- bloqueou temporariamente novas contratações;
- passou a exigir biometria para liberar o crédito;
- suspendeu 15 instituições financeiras que acumulavam queixas sobre cobranças indevidas, dificuldades de cancelamento e telemarketing insistente.
Números do consignado
Entre os 41 milhões de beneficiários do INSS, 17 milhões mantêm contratos consignados, o equivalente a 41,4% do total.
Próximos passos
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, anunciou estudos para incluir dupla verificação na concessão do crédito, possivelmente por meio das credenciais gov.br de nível prata ou ouro. Outra proposta avaliada é só autorizar o desconto após confirmação expressa do titular do benefício.
Orientação ao consumidor
O planejador financeiro Leonardo Gomes recomenda que o interessado verifique o custo efetivo total do empréstimo antes de fechar acordo, analisando se a parcela cabe no orçamento mensal.
O empréstimo consignado tem juros menores porque o pagamento é descontado diretamente do benefício, mas o INSS reforça a importância de garantir que o pedido parta do próprio segurado.
As novas regras permanecem em vigor enquanto o instituto revisa suas instruções normativas para ampliar a segurança e coibir fraudes.
Fim.
Para mais informações sobre estatísticas de crédito consignado, acesse a página oficial do Banco Central do Brasil.
Confira também a cobertura completa sobre políticas públicas em Política.
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Com informações de G1
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