Aracaju (SE) – Um grupo de organizações da sociedade civil divulgou, na tarde desta quarta-feira (29), nota de repúdio à megaoperação realizada por forças de segurança em comunidades do Rio de Janeiro. O documento classifica a ação como “violenta e desproporcional”, cobra responsabilização dos agentes envolvidos e defende a adoção de uma política de segurança pública orientada pelos direitos humanos.
A manifestação foi publicada às 16h56 e soma-se a outras reações ao avanço da operação. Mais cedo, o Corpo de Bombeiros informou que o número de corpos retirados da área pode ultrapassar 100 vítimas, conforme balanço preliminar das 16h42.
Também nesta quarta-feira, às 15h42, ministros do governo federal embarcaram para a capital fluminense, onde têm reunião marcada com o governador Cláudio Castro para discutir o impacto da ofensiva policial e avaliar medidas emergenciais.
Os signatários do texto lembram que, em outubro, a Fiocruz e outras instituições divulgaram manifesto pedindo uma segurança pública “cidadã”. As organizações reafirmam que “operações de grande porte sem planejamento adequado costumam resultar em alto número de vítimas civis”, e solicitam investigação independente sobre possíveis violações de direitos.
A Defensoria Pública do Estado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram acionadas pelas entidades para acompanhar os desdobramentos judiciais. Além disso, os grupos exigem transparência na divulgação de dados oficiais sobre mortos, feridos e desaparecidos.
De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, protocolos internacionais de uso da força preveem que operações de grande envergadura sejam precedidas de avaliações de risco e preservem a integridade de moradores.
O governo do Rio ainda não divulgou posicionamento detalhado sobre as críticas. Novas atualizações são aguardadas para as próximas horas.
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Este resumo reúne as informações conhecidas até o momento. Continue acompanhando nossa cobertura para saber mais detalhes e impactos da operação.
Com informações de Agência Brasil
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