Sergipe registrou em setembro o segundo maior avanço do Brasil na criação de postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado chegou a 357.444 vínculos formais, resultado atribuído pelo Governo à política de atração de investimentos adotada desde o início da atual gestão.
Novas empresas impulsionam vagas
Entre dezembro de 2022 e outubro de 2025, o estoque de empregos subiu de 314 mil para 357 mil, enquanto o número de famílias atendidas por programas assistenciais caiu de 414 mil para 356 mil. A expansão é puxada pela chegada e ampliação de empresas de diferentes setores.
O Grupo Atakarejo, por exemplo, prevê investir R$ 1 bilhão em Sergipe até 2027. Apenas a unidade de Aracaju, inaugurada em dezembro de 2024, abriu três mil vagas diretas e indiretas. Ainda em 2025, o grupo instalou operações em Itabaiana e Nossa Senhora da Glória e planeja novas lojas em Estância e Lagarto.
Na área de atacado e supermercados, também avançam Mix Mateus, Grupo Bombom e Rede Supertem, responsáveis pela abertura de centenas de postos este ano. Segundo Helvécio Sousa, proprietário do Grupo Bombom, o governo foi decisivo ao intermediar contratações por meio da Secretaria do Trabalho.
Indústria lidera saldo positivo
O setor industrial respondeu pelo maior saldo em setembro: 1.585 vagas das 5.962 abertas no mês. O resultado reflete iniciativas como o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), executado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), que oferece incentivos fiscais e locacionais.
Entre as beneficiadas está a catarinense Di Valentini, que inaugurou em agosto uma fábrica de calçados em Nossa Senhora Aparecida com investimento de R$ 4,2 milhões. A planta iniciou com 154 empregos diretos e deve chegar a quase 200. A empresa já planeja expandir para Carira, onde pretende abrir mais 90 vagas na primeira fase.
A fabricante paulista Mariotta também confirmou unidade em Boquim a partir do segundo semestre, com 40 empregos iniciais e possibilidade de dobrar o quadro em 2026.
Para Gabriel Costa, CEO do Atakarejo, Sergipe reúne “vetores de crescimento” como óleo e gás, logística, turismo e comércio, fatores que, segundo ele, criam um ambiente econômico “extremamente dinâmico”.
O avanço do emprego modifica a rotina de trabalhadores do interior. Rafaela Sena, 35 anos, mãe de quatro filhos, conseguiu trabalho na Di Valentini após quase dois anos de desemprego. Situação semelhante vive Bruno Góes Andrade, 29, que hoje trabalha na mesma fábrica ao lado da esposa. “Agora podemos planejar a vida com mais tranquilidade”, resume.
Com a oferta de vagas nas cidades, diminui a necessidade de migração em busca de renda, observa Maiara Lima Barros, 27 anos: “Quando a fábrica abriu, a renda passou a circular aqui mesmo, fortalecendo o comércio local”.
Os números reforçam, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), o impacto positivo das políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda.
Dados detalhados sobre a criação de empregos formais em 2025 podem ser consultados no Ministério do Trabalho e Emprego.
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Com a continuidade dos investimentos privados e dos programas de incentivo, a expectativa é de que o mercado de trabalho sergipano mantenha trajetória de crescimento. Fique por dentro das próximas atualizações e compartilhe esta notícia.
Com informações de Governo de Sergipe
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