Brasília – O diretor da Polícia Federal (PF) afirmou nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, que o Projeto de Lei Antifacção, em análise no Senado, ameaça reduzir verbas essenciais para as ações de investigação e inteligência do órgão.
Durante audiência na Comissão de Segurança Pública, o representante da PF disse que a proposta retira recursos hoje destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, principal fonte de financiamento de operações contra organizações criminosas. “Qualquer diminuição compromete diretamente nossa capacidade de atuação”, alertou.
Ele argumentou que a PF depende desses repasses para custear operações interestaduais, compra de equipamentos e capacitação de agentes. Segundo o diretor, parte das operações recentes só foi possível graças ao aporte do fundo. “Sem o respaldo financeiro, corremos o risco de ver facções ganhando terreno”, declarou aos senadores.
Parlamentares favoráveis ao texto defenderam que o projeto cria mecanismos específicos para sufocar as finanças das facções e racionaliza gastos. Já opositores pediram mais debate sobre o impacto orçamentário. O relator, senador responsável pela matéria, prometeu incorporar sugestões e apresentar novo parecer nas próximas semanas.
O colegiado deve votar o PL Antifacção até o fim de novembro. Caso aprovado, o texto segue para o plenário da Casa.
Mais informações sobre a tramitação podem ser consultadas no portal do Senado Federal, que disponibiliza a íntegra do projeto.
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O debate no Senado reforça a importância do financiamento contínuo das forças de segurança. Continue acompanhando nosso portal para atualizações e entenda como decisões legislativas podem influenciar o combate ao crime organizado.
Com informações de Agência Brasil
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