O prefeito de Macapá, Doutor Furlan (PSD), apresentou renúncia ao cargo nesta quinta-feira, 5, poucas horas depois de ter sido afastado por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O comunicado oficial foi registrado às 1h29 (horário de Brasília, UTC-3) na Câmara de Vereadores da capital amapaense.
Furlan afirmou que deixaria o mandato para concorrer ao governo do Amapá nas eleições deste ano, lembrando que, para isso, precisaria renunciar até 4 de abril. Em nota enviada ao Legislativo municipal, pediu que a população “mantenha a confiança” nele durante o processo.
Decisão judicial e investigação sobre recursos federais
Na véspera da renúncia, o ministro Flávio Dino determinou o afastamento de Furlan e do vice-prefeito Mario Neto por suspeita de desvio de verbas destinadas à construção do Hospital Geral Municipal. As investigações apontam indícios de um esquema envolvendo agentes públicos e empresários para direcionamento de licitação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.
No centro da apuração está um contrato de R$ 70 milhões firmado pela prefeitura com a empresa Santa Rita Engenharia. Após a decisão, o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro DaLua (União Brasil), assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal.
Pelas redes sociais, o vice-prefeito afastado declarou ter sido surpreendido pela medida do STF, mas disse confiar na Justiça e acreditar que os fatos serão esclarecidos.
Fonte: Agência Brasil
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








