Principal instituição pública de formação musical em Sergipe, o Conservatório de Música de Sergipe (CMSE) completa 80 anos em 2024 consolidado como polo de descoberta de talentos e preservação cultural. Fundado em 1945 pelo maestro Genaro Plech, o então Instituto de Música e Canto Orfeônico de Sergipe nasceu alinhado à metodologia do Canto Orfeônico de Heitor Villa-Lobos e, ao longo das décadas, tornou-se referência no ensino profissionalizante gratuito.
Mais de mil estudantes em 18 habilitações
Atualmente, a escola atende cerca de 1 mil alunos em cursos de Formação Inicial e Continuada, Musicalização Infantil, oficinas rápidas e dois cursos técnicos: Canto e Instrumento Musical, este com 18 modalidades. Todo o ensino é gratuito e integra a rede da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que possui 318 unidades escolares.
Demanda crescente
Após reforma pedagógica conduzida pelo diretor Heitor Mendonça, o CMSE registrou, no último processo seletivo, mais de 3 mil inscritos para as vagas ofertadas. O número é recorde e reforça o papel da instituição na formação artística do estado.
Sala Villa-Lobos reabre após 15 anos
Marco simbólico das comemorações, a Sala de Concertos Villa-Lobos foi reaberta em 5 de março de 2024, data de aniversário do compositor brasileiro. Reconhecido por sua acústica entre as melhores da América Latina, o espaço ficou fechado por 15 anos e recebeu investimento estadual de R$ 3.794.248,20 para acessibilidade, modernização e melhorias hidrossanitárias. O aporte integra pacote de mais de R$ 3 milhões anunciado pelo governador Fábio Mitidieri.
Concurso público após duas décadas
Outra novidade é o retorno do concurso para docentes efetivos, lançado pelo secretário de Estado da Educação, Zezinho Sobral, após mais de 20 anos. A medida busca reforçar o quadro permanente de professores e preparar o conservatório para as próximas décadas.
Depoimentos ao longo das gerações
Ex-alunos destacam a influência do CMSE em suas carreiras. O violonista Irineu Silva Fontes Junior, formado em 1972, lembra que a instituição o ajudou a transitar “do erudito ao popular”. Já o pianista Erick Gustavo Freitas afirma que o conservatório é o “pontapé inicial” de milhares de músicos sergipanos. A ex-estudante Acaciamaria da Conceição, 89 anos, guarda recordações “maravilhosas” das aulas de piano em 1951. Entre os atuais discentes, a soprano Mirella Freitas, matriculada desde 2022, considera a escola “cada vez mais forte” na formação artística do estado.
Com sede modernizada, novo corpo docente em formação e procura crescente, o Conservatório de Música de Sergipe reafirma seu compromisso de democratizar o acesso à arte e impulsionar a cena cultural local.
Com informações de Governo de Sergipe
Segundo o Ministério da Cultura, políticas públicas de formação artística fortalecem a economia criativa e garantem acesso democrático às artes.
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O Conservatório de Música de Sergipe segue ampliando horizontes musicais e, agora, convida a comunidade a prestigiar sua programação — participe e ajude a manter viva a produção artística sergipana!
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