Brasília – Os Correios informaram, em comunicado enviado aos funcionários na noite de sexta-feira (5), que estão renegociando as condições de um empréstimo de R$ 20 bilhões para manter as operações da estatal em 2025 e 2026.
A operação depende de aval da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que recusou a proposta por considerar elevados os juros sugeridos pelos bancos – superiores ao limite de 120% do CDI, parâmetro fixado pelo próprio Tesouro.
Alternativas em estudo
Segundo o texto interno, “outras alternativas para solução dessa questão estão sendo construídas em parceria entre os Correios e o Tesouro”, incluindo a possibilidade de aporte direto de recursos da União.
Na quinta-feira (4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que um aporte é avaliado. “Pode haver [aporte], pode ser”, declarou, ressaltando que qualquer transferência dependerá da aprovação prévia do plano de recuperação da estatal e deverá respeitar as regras do arcabouço fiscal.
Necessidade imediata de caixa
O comunicado dos Correios afirma que parte dos R$ 20 bilhões seria liberada em 2025 e o restante em 2026. A direção sustenta que “negociações e diálogo técnico contínuo” com o Tesouro buscam reduzir custos e garantir liquidez imediata à empresa.
Até o momento, a proposta enviada à STN não avançou devido à divergência sobre as condições financeiras apresentadas pelos bancos. A estatal enfatiza que as discussões seguem “alinhadas ao Plano de Reestruturação”, considerado essencial para atrair recursos.
Com a renegociação em curso, os Correios mantêm tratativas para ajustar taxas e garantias, enquanto aguardam a definição do Tesouro sobre o formato final do socorro financeiro.
Para compreender como funciona a concessão de garantias da União em operações de crédito, o Tesouro Nacional detalha o procedimento em seu portal oficial.
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O empréstimo de R$ 20 bilhões permanece como principal alternativa para equilibrar as contas dos Correios, mas o aporte direto segue no radar enquanto as negociações sobre taxas de juros prosseguem. Fique atento às próximas atualizações e acompanhe outras notícias em nosso site.
Com informações de G1
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