Brasília — O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processos de fiscalização sobre nove empresas estatais federais classificadas como de “alto risco fiscal”, informou o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, nesta segunda-feira (8). A análise sobre os Correios, que atravessam crise financeira, ocorrerá em procedimento separado dos demais casos.
Segundo Vital do Rêgo, os processos já possuem relatores definidos e foram motivados por relatório do Tesouro Nacional que apontou fragilidades financeiras em nove das 27 estatais avaliadas. Além dos Correios, estão na lista:
- Casa da Moeda;
- Companhias Docas (CDC, CDP, Codeba, CDRJ e Codern);
- Empresa Gestora de Ativos (Emgea);
- Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar);
- Infraero.
No caso dos Correios, haverá três frentes de apuração: uma aberta pelo próprio TCU e duas solicitadas pelo Congresso Nacional. “Os Correios têm três processos, três solicitações do Congresso e têm o próprio processo dos Correios”, explicou o ministro.
Força-tarefa e cinco eixos de atuação
Anunciada em novembro, a força-tarefa do TCU vai além da análise financeira. O trabalho será dividido em cinco eixos:
- Gestão e inovação;
- Desempenho financeiro;
- Gestão de pessoal;
- Contratações;
- Tecnologia da informação.
De acordo com Vital do Rêgo, esses fatores costumam estar na origem dos problemas fiscais que afetam parte das estatais federais.
O TCU é responsável por fiscalizar a execução orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e entidades públicas. A ação atual busca identificar falhas de governança, avaliar a eficiência operacional e medir a qualidade da gestão das empresas sob risco.
Detalhes sobre prazos e eventuais recomendações serão divulgados conforme o andamento das auditorias.
Para conhecer os critérios utilizados pelo Tesouro Nacional na identificação de riscos em estatais, o leitor pode acessar o portal Tesouro Transparente, que reúne relatórios e dados públicos sobre as contas federais.
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O TCU não informou previsão de conclusão das apurações, mas a expectativa é que os primeiros relatórios parciais sejam apresentados ao plenário ainda no primeiro semestre de 2026.
Continue acompanhando nossas publicações para saber os próximos desdobramentos dessas fiscalizações.
Com informações de G1
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