As exportações de petróleo venezuelano praticamente pararam desde 10 de dezembro, quando militares norte-americanos apreenderam um petroleiro do país no mar do Caribe. Dados de navegação e fontes marítimas indicam que cerca de 11 milhões de barris de petróleo e derivados permanecem retidos em águas venezuelanas.
Quem está navegando
Segundo levantamento da agência Reuters, apenas embarcações fretadas pela Chevron continuam transportando petróleo bruto da Venezuela em águas internacionais. A petroleira norte-americana possui licença do governo dos Estados Unidos para operar em joint ventures no país sul-americano e enviar óleo para refinarias norte-americanas.
Novas sanções
Após a apreensão do petroleiro venezuelano em 10 de dezembro, Washington impôs sanções adicionais a empresas de navegação e embarcações que atuam com o setor de energia da Venezuela. Parte dos navios atualmente ancorados ou à deriva transporta cargas em embarcações já sancionadas sob medidas aplicadas contra Irã ou Rússia.
Primeira apreensão de um petroleiro venezuelano
A operação, conduzida pelas Forças Armadas dos EUA, marcou a primeira vez que o governo de Donald Trump utilizou força para tomar controle de um navio petroleiro venezuelano. Imagens divulgadas mostram militares norte-americanos abordando a embarcação antes de levá-la sob custódia.
Em nota, a Casa Branca declarou que pretende transferir o navio e sua carga para território norte-americano. Já o governo de Nicolás Maduro prometeu “defender a soberania, os recursos naturais e a dignidade nacional” e disse que levará o caso a instâncias internacionais.
Contexto regional
A apreensão ocorreu em meio ao reforço da presença militar dos EUA no Caribe, que inclui porta-aviões, caças e dezenas de milhares de soldados. Enquanto Washington afirma que a operação tem foco no combate ao tráfico de drogas, Caracas sustenta que o objetivo seria pressionar pela queda do governo chavista.
A paralisação de navios, somada às restrições de mercado, aprofunda a crise de receitas de um dos principais produtores de petróleo da América Latina.
Últimas movimentações
Desde 10 de dezembro, não houve registro de novos carregamentos comerciais deixando portos venezuelanos, exceto aqueles ligados à Chevron. Analistas apontam que a estagnação pode impactar ainda mais a oferta global de petróleo caso não haja uma solução diplomática a curto prazo.
Para entender melhor como funcionam as sanções internacionais impostas pelos Estados Unidos, o Departamento do Tesouro mantém um guia público sobre o tema que pode ser acessado neste link oficial.
Se você acompanha temas de política externa, vale conferir outras coberturas na editoria Internacional do nosso portal em SeporDentro.com.br.
Continue acompanhando nossas atualizações para entender os desdobramentos desta operação no Caribe e seus impactos no mercado de energia mundial.
Com informações de G1
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