Coromandel (MG) – Fazendas leiteiras que enfrentavam até 10% de perdas de bezerras recém-nascidas passaram a registrar índices próximos de 1% após reformular manejo e infraestrutura, revelam dados do programa Alta Cria.
- Em resumo: R$ 550 mil em casinhas individuais e protocolos rigorosos derrubaram a mortalidade e turbinaram a produção de leite.
Do colostro ao abrigo: o protocolo que salva vidas
O ponto de virada começou pelo básico: cura de umbigo com iodo, pesagem imediata e oferta de colostro nas primeiras duas horas de vida. A etapa ganhou ainda 96 abrigos individuais que isolam as crias da umidade e de variações bruscas de temperatura, prática alinhada às recomendações do Ministério da Agricultura.
Com o novo sistema, a fazenda dos irmãos Fernando e Henrique Silva viu a produtividade saltar para 43 litros por vaca/dia, sem o custo oculto das mortes neonatais.
“O ideal é não passar de 3% de mortalidade. Já temos produtores que saíram da média de 10% e hoje trabalham com 2% ou até 1%”, afirma o zootecnista Rafael Azevedo, coordenador do Alta Cria.
Gestação no foco: menos estresse, mais imunidade
A 200 km dali, em Carmo do Paranaíba, Eldes Braga montou um galpão climatizado só para vacas prenhes. A combinação de ventilação forçada e dieta rica em proteínas reduziu perdas para 1,7% em um plantel de 350 nascimentos anuais.
Os benefícios não pararam na maternidade: as novilhas passaram a parir com 670 kg em média, o que sustenta maior produção de leite durante toda a lactação.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
Profissionalizar o manejo, mostram os produtores mineiros, não é opção, mas condição de sobrevivência – lição que ressoa em outras histórias publicadas na categoria de Economia.
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