
Quem, o que, quando e onde
O Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas de carne bovina em 2025 e superou os Estados Unidos, que fecharam o ano com 11,81 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado em 9 de dezembro pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Como e por quê
O avanço brasileiro ocorre em meio à retração do rebanho norte-americano, afetado por uma seca prolongada que encareceu a alimentação do gado e reduziu os pastos. Além disso, desde maio, os EUA limitam a importação de gado mexicano para conter a bicheira-do-Novo-Mundo, o que restringe ainda mais a oferta doméstica.
Projeções para 2026
O USDA projeta produção praticamente empatada para o próximo ano: 11,70 milhões de toneladas no Brasil e 11,71 milhões de toneladas nos Estados Unidos.
Exportações brasileiras em alta
Mesmo com tarifas impostas pelos EUA em agosto, o Brasil alcançou seu maior volume mensal de exportações em setembro, superando o recorde anterior de julho, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) atribui o resultado à diversificação de destinos, como o México. As tarifas foram suspensas em novembro.
Impacto nos frigoríficos norte-americanos
A oferta reduzida de gado levou frigoríficos dos EUA a rever operações. A JBS anunciou, em 12 de dezembro, o fechamento definitivo de uma unidade próxima a Los Angeles. Já a Tyson Foods encerrou, em janeiro, um grande abatedouro em Nebraska, onde trabalhavam cerca de 3.200 pessoas.
Contexto internacional
Dados do USDA indicam que o rebanho norte-americano em janeiro atingiu o menor nível em quase 75 anos, reforçando o cenário de menor oferta.
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O Brasil consolida a liderança na produção de carne bovina e mantém o posto de maior exportador do produto, demonstrando resiliência mesmo diante de barreiras comerciais. Continue por dentro das atualizações assinando nossas notificações.
Com informações de G1
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