O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, foi convocado para uma acareação com o empresário Marcio Vorcaro, investigado por supostas fraudes na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A medida reforça a pressão sobre a autoridade monetária em torno da decisão que levou à liquidação do Master.
Quem é quem na investigação
Embora Aquino lidere a Diretoria de Fiscalização, a negativa da operação Master-BRB, à época, foi assinada por Renato Gomes, então diretor de Organização do Sistema Financeiro. Após o veto, informações do processo foram encaminhadas à Polícia Federal (PF), que abriu inquérito e prendeu Vorcaro.
Questionamentos sobre a liquidação
A Diretoria de Fiscalização elaborou o parecer que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master. Nos últimos dias, representantes do mercado e ex-dirigentes do BC passaram a questionar se a medida teria sido precipitada.
Órgãos de controle mobilizados
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, enviou pedido de explicações ao BC sobre os critérios adotados na liquidação, iniciativa considerada incomum por servidores do próprio tribunal. Paralelamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli conduz o inquérito aberto a partir da investigação da PF.
Com a convocação de Aquino para a acareação, ex-mandatários do Banco Central avaliam que a pressão sobre a instituição ganha novo fôlego, especialmente sobre a área técnica responsável pela medida extrema contra o Banco Master.
Até o momento, não há data pública para a realização da acareação, nem manifestação oficial do Banco Central sobre o assunto.
Fim.
Para conhecer os procedimentos oficiais de intervenção e liquidação extrajudicial, consulte a página do Banco Central do Brasil.
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Com informações de G1
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