NOVA YORK – Bank of America aceitou desembolsar US$ 72,5 milhões (cerca de R$ 381 milhões) para dar fim a um processo coletivo que o acusa de ter ignorado transações suspeitas do financista Jeffrey Epstein, priorizando lucros em vez da segurança das vítimas.
- Em resumo: Mulheres dizem que o banco lucrou enquanto Epstein mantinha esquema de tráfico sexual.
Por que o acordo veio à tona agora?
Os termos foram revelados nos autos após os advogados informarem ao juiz Jed Rakoff, em Manhattan, que havia um “acordo em princípio”. O magistrado decide na quinta-feira se homologa ou não a proposta.
Em janeiro, Rakoff determinou que a instituição respondesse à acusação de ter facilitado movimentações financeiras que mascaravam pagamentos do bilionário Leon Black a Epstein, somando US$ 158 milhões.
“A alegação de que o banco conscientemente se beneficiou do esquema de Epstein não é frágil nem infundada”, destacou o juiz à época.
O que está em jogo para o banco e para as vítimas
Se aprovado, o acordo poupa o segundo maior banco dos EUA de um julgamento público que poderia desgastar ainda mais sua reputação. Para as vítimas, o valor se soma aos US$ 290 milhões obtidos contra o JPMorgan Chase e aos US$ 75 milhões pagos pelo Deutsche Bank em 2023.
Epstein morreu em 2019, numa cela em Manhattan; a perícia concluiu suicídio. Mesmo após sua morte, processos seguem mirando supostos facilitadores que teriam ignorado sinais claros de exploração sexual.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images
Você acredita que acordos financeiros são suficientes para reparar danos causados por crimes de alto impacto? Leia mais análises em nossa editoria de Economia.




