Bruxelas (Bélgica) – O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, que o adiamento de um mês na decisão sobre o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia pode, mas ainda não necessariamente irá, satisfazer as condições impostas pelo governo francês.
“Queremos dizer aos nossos agricultores que, da forma como está, o acordo não fecha contas e não pode ser assinado”, declarou Macron à imprensa antes do segundo dia da cúpula do Conselho Europeu, na capital belga.
Assinatura adiada para janeiro
Na véspera, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comunicou aos líderes do bloco que o texto não será firmado neste sábado, 20 de dezembro, como previsto. A nova data de avaliação ficou para janeiro de 2026, após Itália e França unirem forças para reivindicar salvaguardas extras ao setor agrícola.
A cerimônia de assinatura estava marcada para Foz do Iguaçu, durante a reunião de chefes de Estado do Mercosul. O tratado, negociado há 25 anos, pretende criar a maior zona de livre comércio do planeta, reduzindo ou eliminando tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras comuns para bens industriais, agropecuários, investimentos e padrões regulatórios.
Resistência no campo europeu
A oposição francesa baseia-se no temor de que produtos latino-americanos, considerados mais baratos e sujeitos a normas ambientais distintas, aumentem a competição interna e pressionem os preços locais. O apoio recente da Itália reforçou o bloqueio dentro do Conselho Europeu, onde a aprovação exige maioria qualificada: pelo menos 15 dos 27 países, representando 65% da população do bloco.
Com a postergação, diplomatas europeus trabalham para ajustar cláusulas que atendam às demandas agrícolas sem comprometer o restante do pacote comercial.
Mais detalhes sobre o andamento das negociações podem ser encontrados no site oficial do Conselho Europeu, responsável pela decisão final.
Para entender como o impasse afeta outras pautas internacionais, leia também a cobertura completa em nossa seção Internacional.
O adiamento oferece fôlego às partes interessadas, mas mantém a incerteza sobre o maior acordo birregional do mundo. Acompanhe nossas atualizações e ative as notificações para não perder os próximos passos.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








