Brasília – Diretores do Banco Central (BC) intensificam a preparação de uma defesa jurídica diante da ofensiva esperada do Banco Master contra a liquidação extrajudicial decretada em 22 de novembro.
Segundo apuração interna, a autarquia projeta depoimentos de seus representantes à Polícia Federal. A oitiva foi liberada na última segunda-feira (16) pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a retomada de diligências relacionadas ao caso.
Encontro de última hora entra no radar
No BC, a avaliação é de que o banco poderá usar como argumento uma reunião realizada dois dias antes da liquidação. Na ocasião, o presidente do Master, Daniel Vorcaro, pediu que o diretor de Fiscalização, Ailton Aquino, antecipasse um encontro para apresentar suposta solução financeira envolvendo a corretora Fictor e recursos de um fundo dos Emirados Árabes Unidos. De acordo com servidores que acompanharam o processo, Vorcaro não apresentou documentação que comprovasse a origem dos valores.
Precedente de longa duração preocupa
Técnicos lembram que contestações desse tipo não são novidade. A liquidação do Banco Ipiranga, em 1978, permanece no centro de uma disputa judicial movida por ex-controladores contra o BC, mais de quatro décadas depois.
TCU cobra explicações em 72 horas
Paralelamente, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou que o Banco Central detalhe, até domingo (22), os fundamentos da decisão que levou à intervenção. O despacho atende a um pedido do Ministério Público junto ao TCU e a um ofício da liderança da Minoria na Câmara dos Deputados.
O TCU quer saber se houve divergências entre diretores, qual foi o passo a passo do processo e exige que os bens do Banco Master fiquem sob guarda do BC enquanto durarem as investigações. O liquidante nomeado pela autoridade monetária dispõe de seis meses para reavaliar o balanço da instituição.
Informações oficiais sobre regras e procedimentos de liquidação extrajudicial podem ser consultadas no site do Banco Central do Brasil.
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Com o processo de liquidação ainda nos estágios iniciais, BC e Banco Master se posicionam para uma disputa que pode se estender por anos. Continue acompanhando o SePordentro para atualizações sobre o caso.
Com informações de G1
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