Explosões em diferentes pontos de Caracas marcaram, no sábado (3), o início de uma ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama. A operação coroa meses de manobras navais no Caribe e amplia a pressão econômica já imposta por Washington ao governo venezuelano.
Justificativa oficial: narcotráfico
A Casa Branca sustenta que a ofensiva tem como alvo rotas de drogas supostamente controladas por grupos ligados ao Palácio de Miraflores. Ao enquadrar Maduro como comandante de um “regime corrupto”, o governo norte-americano diz agir em nome da segurança regional.
Sanções e bloqueio de navios
Antes da ação militar, Washington havia ampliado sanções financeiras, bloqueado navios petroleiros ligados a Caracas e confiscado embarcações. Familiares de Maduro também foram atingidos por medidas restritivas.
Reservas de petróleo na mira
A Venezuela detém 303 bilhões de barris de petróleo comprovado, a maior reserva do planeta, segundo a Energy Information Administration (EIA). Grande parte desse óleo é extra-pesado, ideal para refinarias localizadas na Costa do Golfo dos EUA. Analistas apontam que o governo Trump busca, ao mesmo tempo, elevar a oferta global para reduzir preços domésticos e enfraquecer a principal fonte de receita do governo venezuelano.
Avanço chinês preocupa Washington
Após as sanções de 2019, a China passou a receber 68% das exportações de petróleo bruto venezuelano em 2023, muitas vezes como pagamento de empréstimos que já somam cerca de US$ 50 bilhões. Especialistas veem a presença chinesa na América do Sul como fator decisivo para a estratégia dos EUA, que tenta conter a influência de Pequim na região.
Doutrina Monroe revisitada
Documento recente da Casa Branca afirma que os EUA devem “retomar os princípios da Doutrina Monroe”, estabelecendo a América Latina como área de interesse prioritário. A diretriz prevê redirecionar recursos militares para o hemisfério e limitar a ação de potências externas, especialmente a chinesa.
Abertura de mercado para empresas norte-americanas
Conversas públicas entre a líder opositora María Corina Machado e Donald Trump Jr. indicam afinidade em torno da abertura do mercado venezuelano a companhias dos EUA, não apenas na extração de commodities, mas também em processos industriais.
Em pronunciamento, Maduro classificou a ofensiva como “golpe” e acusou Washington de “pirataria naval criminosa”. Já a Casa Branca reforça que continuará adotando “todas as medidas necessárias” para, segundo o governo, restaurar a democracia no país vizinho.
As etapas seguintes da operação e o futuro político da Venezuela permanecem incertos, enquanto cresce a expectativa internacional por negociações que possam aliviar a crise.
Para saber como outras nações da região vêm reagindo à escalada de tensão, confira a cobertura em Internacional.
Resumo: A captura de Nicolás Maduro reforça a disputa geopolítica por petróleo e influência na América do Sul. Continue acompanhando nossos conteúdos e receba alertas das próximas atualizações.
Com informações de G1
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