
A inseminação artificial vem ganhando força entre criadores de nelore no interior de São Paulo. Em Glicério (SP), uma fazenda que adotou a técnica há 25 anos mantém 300 matrizes e aplica cerca de 500 doses de sêmen anualmente, resultando em aproximadamente 150 bezerros por safra.
Segundo o gerente de pecuária Valdir Honório da Silva, os animais nascem mais pesados, apresentam padrão mais uniforme e atingem valor de mercado superior se comparados aos provenientes de monta natural. “O ganho de peso mais rápido encurta o tempo de abate e torna a atividade mais rentável”, afirmou.
Venda de sêmen em alta
Além da inseminação, a propriedade utiliza aspiração folicular para coletar óvulos das vacas. O sêmen dos touros também é comercializado e já alcançou 45 mil doses vendidas, cada uma por cerca de R$ 30.
Levantamento da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) mostra que a procura por sêmen cresceu pouco mais de 14 % no primeiro semestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024, indicador de que o método se consolida entre pecuaristas.
Retorno do investimento
Os produtores calculam que o investimento em melhoramento genético se paga em um intervalo de cinco a oito anos, período em que os descendentes alcançam a fase produtiva e refletem o ganho de desempenho.
De acordo com o portal da Embrapa, a inseminação artificial reduz custos de manejo e eleva a eficiência reprodutiva, fatores que explicam a expansão da técnica no país.
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Com a adoção crescente da inseminação artificial, produtores do interior paulista reforçam a busca por genética superior e maior rentabilidade, tendência que deve permanecer nos próximos anos.
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Com informações de G1
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