O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aprovou 912 registros de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025, número que supera em mais de 37% o recorde alcançado em 2024, quando 663 produtos receberam aval federal. O levantamento, divulgado neste domingo (4), vem sendo realizado pela pasta desde o ano 2000.
Perfil das aprovações
Dos itens liberados, 162 são defensivos biológicos, classificados como de baixo risco e produzidos a partir de organismos como hormônios, insetos e vírus. A quantidade representa avanço superior a 50% sobre 2024, que registrou 106 autorizações desse tipo.
Também foram registrados 25 produtos químicos inéditos. A maior fatia, entretanto, corresponde a 589 formulações destinadas diretamente aos agricultores — englobando tanto agrotóxicos químicos quanto soluções biológicas já disponíveis no comércio. Outros 323 registros se referem a produtos técnicos de uso exclusivo na indústria, inclusive pré-misturas utilizadas na fabricação de pesticidas.
Trâmite de aprovação
Antes de chegar ao mercado, cada produto precisa do aval de três órgãos federais:
- Mapa – verifica a eficácia agronômica; o produto deve alcançar pelo menos 70% de eficiência contra a praga ou doença alvo.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – avalia os riscos à saúde humana e define limites de resíduos nos alimentos.
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – analisa impactos ambientais, classificando o potencial de periculosidade.
O prazo legal para analisar um produto novo é de 24 meses, mas pode ser maior devido à fila de solicitações, especialmente para itens equivalentes. Para defensivos biológicos, o período médio é de 12 meses.
Produtos que vão ao mercado
A aprovação não significa uso imediato. Em 2024, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos e 13,6% dos ingredientes ativos registrados não chegaram a ser comercializados, segundo o Mapa.
A metodologia de registro inclui quatro categorias principais: produto técnico, pré-mistura, produto formulado (dividido entre químicos e biológicos) e produtos equivalentes — versões de moléculas já conhecidas após queda de patente ou baseadas em ingredientes existentes.
Com o novo recorde, o país mantém a tendência de alta iniciada após 2016, interrompida somente em 2023, quando foi registrada a primeira queda em sete anos.
Dados detalhados sobre o processo de avaliação estão disponíveis no portal oficial do Ministério da Agricultura.
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O volume expressivo de liberações reforça a importância de acompanhar de perto a regulamentação e o impacto desses produtos no campo brasileiro. Continue atento às próximas atualizações.
Com informações de G1
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