Brasília – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou 2025 com o pagamento de R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares, o maior valor já desembolsado em um único ano, de acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) até 31 de dezembro.
Distribuição dos recursos
Do total pago, 83,1% referem-se a emendas impositivas:
• R$ 19,9 bilhões em emendas individuais;
• R$ 6,3 bilhões em emendas de bancadas estaduais.
Outros R$ 5,3 bilhões foram destinados a emendas de comissão, que não são obrigatórias.
Etapas orçamentárias
Em 2025, o governo empenhou R$ 47 bilhões (quase todo o limite autorizado de R$ 48,5 bilhões) e pagou 67% desse montante. O valor não quitado passa a integrar os chamados restos a pagar, que somaram:
• R$ 5,9 bilhões em emendas individuais;
• R$ 5,3 bilhões em emendas de bancada;
• R$ 4,3 bilhões em emendas de comissão.
Crescimento em uma década
O avanço das emendas sobre o Orçamento tem sido constante. Em 2016, o Congresso manejou R$ 9 bilhões; em 2025, o montante autorizado saltou para R$ 48,5 bilhões – alta de cinco vezes em dez anos.
Comparativo entre governos
Nos três primeiros anos do governo Bolsonaro, foram autorizados R$ 83,7 bilhões em emendas, com 98% empenhados. Já no terceiro mandato de Lula, o valor autorizado atingiu R$ 132 bilhões, com 96% empenhados. O principal impulso veio das emendas de comissão, que cresceram de R$ 497 milhões em 2020 para R$ 11,2 bilhões em 2025.
Liberação na reta final
Só na semana do Natal, o Executivo liberou R$ 1,53 bilhão: R$ 831 milhões para bancadas estaduais, R$ 416 milhões para comissões e R$ 270 milhões para emendas individuais. O pagamento atendeu a acordo articulado pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Mais detalhes sobre o processo orçamentário podem ser consultados no site do Ministério do Planejamento e Orçamento.
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O pagamento recorde de emendas reforça a influência do Legislativo sobre o Orçamento da União e deve manter a pauta no centro do debate fiscal em 2026. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba primeiro como essas cifras impactam estados e municípios.
Com informações de G1
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