Um analista ouvida pela Rádio Agência Nacional afirmou neste sábado (3) que o interesse dos Estados Unidos em lançar uma ofensiva militar contra a Venezuela está diretamente ligado ao controle do setor petrolífero do país sul-americano.
Segundo o especialista, a operação iniciada pelo governo norte-americano pretende assegurar participação decisiva nas reservas de petróleo venezuelanas. A avaliação ganhou força após declaração do ex-presidente Donald Trump, que afirmou que Washington “vai se envolver fortemente no setor petrolífero venezuelano”.
Os ataques começaram na manhã deste sábado, 3 de janeiro de 2026, e atingiram inclusive áreas da capital, Caracas. Mais cedo, a Casa Branca confirmou a ação em solo venezuelano. Pouco depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a investida como “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.
De acordo com o especialista, a ofensiva representa um movimento para garantir influência sobre a maior reserva comprovada de petróleo do planeta. O campo energético venezuelano é visto como estratégico para os Estados Unidos, que buscam reduzir dependência de outras regiões produtoras.
O governo norte-americano ainda não divulgou detalhes sobre a duração nem sobre os objetivos militares específicos da operação. Já o Palácio de Miraflores condenou o ataque e pediu reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Com informações de Agência Brasil
Dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) indicam que a Venezuela possui cerca de 18% das reservas mundiais de petróleo.
Para ler mais sobre o cenário político internacional, visite a seção de Política do Sé por Dentro.
Continue acompanhando nossa cobertura para receber atualizações sobre os desdobramentos da ofensiva e seus impactos na geopolítica regional.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








