Um homem de 43 anos foi preso nesta quarta-feira (08) em Tobias Barreto, agreste sergipano, suspeito de abusar sexualmente do próprio filho durante visitas quinzenais autorizadas pela Justiça. A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Civil após a conclusão de um inquérito que reuniu provas documentais e depoimentos sobre a rotina de convivência entre pai e filho.
Conforme os investigadores, os crimes teriam ocorrido quando a criança tinha apenas sete anos de idade. O pai, segundo a apuração, chegava embriagado à residência onde o menino passava os fins de semana e, aproveitando-se da situação de vulnerabilidade, praticava atos libidinosos. Há indícios de que o suspeito também recorria a agressões físicas e ameaças para obrigar o menino a permanecer em silêncio.
“As provas colhidas indicam que ele se aproveitava das visitas quinzenais para cometer os abusos”, informou a Polícia Civil.
O inquérito foi instaurado a partir de uma denúncia formalizada por familiares maternos, que estranharam o comportamento retraído da criança após as visitas. Exames periciais e oitivas de testemunhas fortaleceram a hipótese de estupro de vulnerável, crime que prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em razão do vínculo parental.
Com o mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário, equipes da Delegacia Regional de Tobias Barreto localizaram o suspeito em sua residência no centro da cidade. Ele não reagiu à ordem policial e foi encaminhado para a unidade regional, onde passou por exames de corpo de delito antes de ser recolhido à carceragem. A defesa dele não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
Após ser ouvido, o homem aguardará audiência de custódia, procedimento em que o juiz analisará a legalidade da prisão e a necessidade de mantê-la. Se a preventiva for confirmada, ele permanecerá à disposição da Justiça enquanto o Ministério Público oferece denúncia com base no artigo 217-A do Código Penal, que trata de estupro de vulnerável, além de possíveis agravantes por violência física e coação.
A criança recebe acompanhamento psicológico garantido por medida protetiva e segue sob a guarda da mãe. A Polícia Civil reforça que denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou em qualquer delegacia.
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