São Paulo – O desejo de mudar de empresa ganha força no país. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (5) pela consultoria Robert Half revela que 61% dos profissionais pretendem buscar um novo emprego em 2026.
Mercado aquecido incentiva maior confiança
O movimento ocorre em um cenário de recuperação do mercado de trabalho. A taxa de desemprego caiu para 5,2%, o menor patamar da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o número de pessoas sem ocupação recuou para 5,6 milhões.
Para o economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, a expectativa de expansão de cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 reforça a sensação de segurança dos trabalhadores. “Quando a atividade econômica cresce, o mercado de trabalho tende a responder de forma positiva, ainda que com alguma defasagem”, afirma.
Rotatividade atinge recorde
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apurou taxa de rotatividade de 52,6% em outubro, o maior índice da série. O cálculo considera o menor valor entre admissões e desligamentos em 12 meses, dividido pelo total médio de empregados formais no período.
As demissões a pedido também permanecem elevadas: em outubro de 2025, 37,5% dos desligamentos ocorreram por iniciativa do trabalhador.
Por que sair?
Entre quem pretende permanecer na mesma área, os principais motivos são:
- Melhores oportunidades de crescimento – 45%;
- Maior remuneração – 42%;
- Novos desafios – 31%;
- Modelo remoto ou híbrido – 31%;
- Pacote de benefícios mais atrativo – 29%.
Já entre os que cogitam mudar de carreira, o ganho financeiro pesa ainda mais: 63% buscam salários maiores, 39% buscam mais qualidade de vida e 29% almejam realização pessoal.
Perfil dos que mais pedem demissão
Dados do MTE mostram que jovens de 18 a 24 anos permanecem, em média, 12 meses no mesmo posto de trabalho. Em 2024, a rotatividade nessa faixa etária chegou a 96,2%. Embora trabalhadores com menor escolaridade relatem maior insatisfação, os que mais pedem demissão são os mais qualificados, por terem maior facilidade na recolocação.
O que retém talentos
Os fatores que mais convencem o profissional a ficar na atual empresa, segundo o estudo, são:
- Benefícios e remuneração – 52%;
- Flexibilidade no modelo de trabalho – 46%;
- Equilíbrio entre vida pessoal e profissional – 33%;
- Ambiente e cultura organizacional – 31%;
- Oportunidades de crescimento – 25%;
- Estabilidade – 17%.
Para Imaizumi, melhorias em benefícios não salariais podem compensar a impossibilidade de reajustes. Contudo, o economista observa um descompasso entre o que as empresas oferecem e o que os trabalhadores desejam.
Planejamento antes da mudança
O especialista recomenda avaliar a situação financeira antes de pedir demissão, bem como elaborar currículo, ampliar a rede de contatos e considerar vagas em outras regiões.
Informações detalhadas sobre o comportamento do desemprego no país estão disponíveis no site do IBGE.
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Planejar a carreira e monitorar as tendências do mercado são passos fundamentais para quem pretende aproveitar o cenário favorável e conquistar melhores condições de trabalho.
Com informações de G1
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