Balneário Camboriú, em Santa Catarina, registrou o metro quadrado residencial mais caro do país em dezembro de 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (6). O valor médio chegou a R$ 14.906/m², o que faz um apartamento de 50 m² custar aproximadamente R$ 745,3 mil.
Ranking das cidades mais caras
O estudo acompanha anúncios em 56 municípios e revela que Itapema (SC) ocupa a segunda posição, com preço médio de R$ 14.843/m². Na sequência aparecem Vitória (ES) e outras cidades litorâneas catarinenses:
- Balneário Camboriú (SC): R$ 14.906/m²
- Itapema (SC): R$ 14.843/m²
- Vitória (ES): R$ 14.108/m²
- Itajaí (SC): R$ 12.848/m²
- Florianópolis (SC): R$ 12.773/m²
- São Paulo (SP): R$ 11.900/m²
- Barueri (SP): R$ 11.696/m²
- Curitiba (PR): R$ 11.686/m²
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.830/m²
- Belo Horizonte (MG): R$ 10.642/m²
Desempenho nas capitais
Entre as capitais, Salvador apresentou a maior valorização anual em 2025, com alta de 16,25%. João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%) completam os cinco maiores avanços. Já Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%) registraram os menores reajustes, ficando abaixo da inflação estimada em 4,18%.
Mercado nacional
No conjunto das 56 cidades monitoradas, o preço médio de venda foi de R$ 9.611/m² em dezembro, refletindo aumento de 6,52% no ano – a segunda maior alta desde 2014. Descontada a inflação, a valorização real foi de 2,24%.
A economista Paula Reis, do Grupo OLX, associa o movimento ao bom desempenho do mercado de trabalho em 2025, apesar dos juros a 15% ao ano. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, a menor da série histórica iniciada em 2012.
Capitais com metro quadrado mais caro
Considerando apenas as capitais, Vitória lidera com R$ 14.108/m², seguida por Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²). No outro extremo, Pelotas (RS) tem o menor valor médio: R$ 4.353/m².
Informações detalhadas sobre a metodologia do índice podem ser consultadas no site da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelo FipeZAP.
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Com informações de G1
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