Washington, 7 de janeiro de 2026 – O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o governo norte-americano pretende manter, por tempo indeterminado, controle direto sobre a comercialização do petróleo produzido na Venezuela. A declaração foi feita durante conferência do Goldman Sachs, realizada nos arredores de Miami, e divulgada pelo jornal “The New York Times”.
“Daqui para frente, venderemos a produção proveniente da Venezuela para o mercado”, declarou Wright ao público do evento, reforçando que a gestão das receitas ficará sob supervisão de Washington.
Remessa de até 50 milhões de barris
A fala do secretário ocorre um dia após o presidente Donald Trump anunciar que Caracas enviará entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA nas próximas semanas. Segundo o republicano, os lucros obtidos com essas vendas serão administrados pelo governo norte-americano.
Reservas e capacidade de produção
Com cerca de 303 bilhões de barris em reservas comprovadas, a Venezuela possui o maior volume de petróleo do planeta, superando Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), de acordo com a U.S. Energy Information Administration. No entanto, sanções internacionais e problemas de infraestrutura reduziram a produção local para aproximadamente 1 milhão de barris por dia.
Wright afirmou que, com investimentos iniciais, seria possível elevar rapidamente a extração em “várias centenas de milhares” de barris diários. Para chegar aos patamares históricos, porém, seriam necessários “dezenas de bilhões de dólares” e um prazo mais longo.
Investidores norte-americanos de olho
Após a prisão de Nicolás Maduro no sábado, Trump declarou que pretende abrir o setor de óleo e gás venezuelano às grandes companhias dos EUA, que “vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura e começar a gerar lucro para o país”. Antes das primeiras sanções, refinarias na Costa do Golfo importavam cerca de 500 mil barris diários do petróleo pesado venezuelano.
Análises como a do consultor Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, indicam que o aumento sustentado da produção levará anos, mesmo com capital estrangeiro.
O Departamento de Energia norte-americano segue em negociações com a liderança venezuelana e com empresas do setor para definir os próximos passos da operação.
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Esses desdobramentos reforçam a estratégia de Washington de ampliar sua influência sobre a principal commodity venezuelana e, ao mesmo tempo, assegurar abastecimento para refinarias especializadas em petróleo pesado.
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Com informações de G1
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