O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, que qualquer empresa interessada em comprar petróleo da Venezuela deverá tratar diretamente com Washington. A declaração ocorreu durante reunião na Casa Branca com integrantes do governo e executivos de grandes companhias do setor energético.
Negociações abertas com a China
Trump ressaltou que Pequim continua autorizada a adquirir óleo venezuelano, desde que o negócio seja formalizado pelos EUA. “A China pode comprar todo o petróleo que quiser dos Estados Unidos, nos Estados Unidos ou na Venezuela”, disse. Atualmente, o país asiático responde por 68% das exportações venezuelanas, participação que aumentou após as sanções impostas por Washington em 2019.
Refino e venda de até 50 milhões de barris
Durante o encontro, o republicano informou ainda que os EUA vão refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano, em acordo firmado após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas no sábado, 3 de janeiro. Segundo o presidente, a Venezuela “parece ser uma aliada” e concordou em destinar a receita obtida à compra de produtos fabricados nos Estados Unidos, incluindo itens agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e materiais para o setor energético.
Controle dos recursos
O Departamento de Energia norte-americano informou que as vendas já começaram e que toda a receita ficará inicialmente em contas sob controle dos EUA. A medida, de acordo com o órgão, busca “garantir a legitimidade e a integridade” da distribuição dos recursos em benefício dos povos americano e venezuelano.
PDVSA confirma avanço
A estatal venezuelana PDVSA afirmou ter avançado nas conversas com Washington para exportar petróleo em condições semelhantes às de outros parceiros, como a americana Chevron. O volume negociado equivale a aproximadamente dois meses da atual produção da Venezuela.
Petróleo a preço de mercado
Trump garantiu que o óleo venezuelano será vendido a preço de mercado e transportado por navios-armazém diretamente a terminais nos Estados Unidos. Na véspera, o presidente mencionou um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano aos EUA, ação que reduziria envios à China e ajudaria Caracas a evitar cortes mais profundos na produção.
Com sanções aplicadas desde 2019, a Venezuela acumulou milhões de barris em navios e tanques de armazenamento. O bloqueio, segundo Washington, fazia parte da pressão que culminou na queda de Maduro.
O Departamento de Energia reforçou que conta com o apoio financeiro de grandes bancos e traders globais para viabilizar as operações, que seguirão por tempo indeterminado.
O governo americano informou ainda que pelo menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação que resultou na prisão de Maduro.
As negociações ocorrem em meio à disposição da vice-presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, de estabelecer parcerias energéticas “que beneficiem todas as partes”.
Os desdobramentos da iniciativa são acompanhados de perto por investidores e governos interessados no maior estoque de petróleo comprovado do mundo.
De acordo com dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), a Venezuela possui cerca de 18% das reservas globais de petróleo, reforçando o peso estratégico dessas negociações.
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Essas decisões reforçam a importância do petróleo venezuelano na geopolítica energética e sinalizam novos rumos para as relações entre Caracas e Washington. Continue acompanhando nosso site para não perder os próximos capítulos dessa negociação.
Com informações de G1
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