Uma série de vídeos da comissária argentina Victoria Capano, 28 anos, publicados no TikTok sobre salários e benefícios na Emirates, reacendeu o interesse pela profissão de comissário de bordo e levou o g1 a ouvir companhias aéreas brasileiras, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) sobre como ingressar e evoluir nessa carreira no país.
Principais requisitos
Para obter a licença da Anac, o candidato deve ter pelo menos 18 anos, ensino médio completo, estar regular com serviço militar (homens) e Justiça Eleitoral, dominar a língua portuguesa e possuir Certificado Médico Aeronáutico de 2ª classe. Também são necessárias cinco horas de voo supervisionadas e aprovação em avaliação prática.
Desde janeiro de 2024, a Anac deixou de exigir curso em escola de aviação e prova teórica para a licença, mas as companhias Azul, Gol e Latam mantêm a formação completa como critério de seleção. Conhecimento intermediário de inglês ou espanhol costuma ser obrigatório; Libras aparece como diferencial.
Curso e custos
As escolas de aviação oferecem cursos de três a cinco meses, que custam entre R$ 2 mil e R$ 7 mil. O treinamento inclui evacuação, combate a incêndio, sobrevivência em selva e mar, primeiros socorros e regulamentos da aviação civil.
Salário e benefícios
O piso nacional definido pelo SNA para 2024/2025 é de R$ 2.694,79. Na Latam, o valor inicial é de R$ 2.874,52; na Gol, R$ 2.806,39. A Azul não divulga piso específico. Com adicionais de voo, vale-alimentação, sobreaviso e tempo em solo, a remuneração total costuma ficar entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, segundo o Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB).
Entre os benefícios oferecidos estão passagens com desconto, plano de saúde e odontológico, seguro de vida, vale-transporte, auxílio-creche e programas de treinamento.
Jornada e legislação
A rotina é regida pela Lei 13.475/2017 e pelo RBAC-117. Os limites vão de 80 horas mensais de voo em aviões a jato a 100 horas em aviões convencionais, com no mínimo dez folgas mensais de 24 horas consecutivas. Jornadas diárias podem variar de nove a 18 horas, dependendo do tipo de operação.
Desafios
Horários irregulares, distância da família e necessidade de agir rapidamente em emergências estão entre as principais dificuldades. O trabalho exige equilíbrio emocional, empatia e foco permanente na segurança.
Oportunidades de crescimento
Após ingressar como comissário, o profissional pode evoluir para chefe de cabine, instrutor ou examinador credenciado pela Anac. Também há possibilidades em áreas correlatas, como operações em solo e segurança de voo.
Informações detalhadas sobre licenças e cursos podem ser consultadas no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Você pode conferir outras matérias sobre oportunidades de trabalho acessando a seção de Destaques do Se Por Dentro.
Fique atento às exigências, prepare-se adequadamente e acompanhe as vagas divulgadas pelas companhias aéreas para aumentar suas chances de embarcar nessa profissão.
Com informações de g1
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