O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (12) em leve baixa de 0,13%, negociado a R$ 5,3565 às 9h05. O movimento reflete a cautela dos agentes diante do atrito entre a Casa Branca e o Federal Reserve (Fed), que volta a dominar o noticiário econômico.
Pressão política sobre o Fed
No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou processar o presidente do Fed, Jerome Powell, por declarações dadas ao Congresso sobre a reforma de um prédio. Powell rebateu, classificando a iniciativa como mais uma tentativa do governo de interferir na condução da política monetária.
Nesse contexto, os discursos de dirigentes do banco central norte-americano ganham peso hoje. Às 14h30, fala Raphael Bostic (Fed de Atlanta); quinze minutos depois, é a vez de Thomas Barkin (Richmond). John Williams (Nova York) encerra a série.
Agenda doméstica
No Brasil, o Banco Central divulgou o Boletim Focus. A projeção para o IPCA de 2026 foi reduzida de 4,06% para 4,05%, enquanto as estimativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram em 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente.
Também nesta tarde, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, reúne-se às 14h com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para discutir o impasse envolvendo o Banco Master.
Desempenho acumulado
Dólar: semana −1,08%; mês −2,25%; ano −2,25%.
Ibovespa: semana +1,76%; mês +1,39%; ano +1,39%.
Acordo UE-Mercosul avança
Na sexta-feira (9), países da União Europeia confirmaram apoio ao acordo comercial com o Mercosul, que cria a maior zona de livre comércio do planeta. O texto ainda depende do Parlamento Europeu, mas a assinatura entre os blocos está prevista para 17 de janeiro.
Apesar do avanço, França e Irlanda mantêm resistência, citando receios de competição no setor agrícola. O tratado, negociado há mais de 25 anos, prevê redução gradual de tarifas e regras comuns para bens industriais e agrícolas.
Indicadores e mercados globais
O IPCA subiu 0,33% em dezembro e fechou 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta do BC. Nos EUA, o relatório payroll mostrou criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo da expectativa. A taxa de desemprego caiu para 4,4%.
Em Wall Street, às 15h30, Dow Jones avançava 0,41%, S&P 500 subia 0,59% e Nasdaq ganhava 0,75%. Na Europa, o Stoxx 600 acumulava alta de 1%, impulsionado pela valorização da Glencore. Na Ásia, Xangai encerrou acima dos 4.100 pontos, maior nível em dez anos.
Com a tensão entre governo americano e Fed, os investidores ajustam apostas sobre a trajetória dos juros nos EUA, enquanto acompanham a divulgação de novos dados domésticos ao longo da semana.
Para detalhes adicionais sobre política monetária norte-americana, o site oficial do Federal Reserve traz a programação completa de discursos e decisões.
Se você quer acompanhar outros desdobramentos políticos que influenciam a economia, acesse a seção de Política e fique por dentro das últimas atualizações.
Em resumo, a primeira sessão da semana começa sob o impacto do impasse entre Washington e o banco central norte-americano, enquanto o mercado local observa indicadores e reuniões-chave. Continue acompanhando para saber como esses fatores podem mexer com o câmbio e a bolsa.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








