Washington, 12 jan. 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende impor tarifas adicionais a qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã. A medida, se confirmada, afetará na prática as compras que essas nações façam no mercado norte-americano.
Participação do Irã nas exportações do agro brasileiro
De acordo com o banco de dados Agrostat, do Ministério da Agricultura, o Irã foi o 11º principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em 2025. No ano, as vendas somaram US$ 2,9 bilhões, o equivalente a 1,73 % de tudo o que o setor exportou. Com esse desempenho, o país persa aparece próximo de mercados tradicionais como Japão, Egito, Turquia, Indonésia, Índia e México.
O que o Brasil vende
Dados do Comexstat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que milho e soja lideraram a pauta de exportação para o Irã em 2025.
Dependência externa de fertilizantes
Nas importações, o Irã ocupa apenas a 42ª colocação entre os fornecedores do agronegócio brasileiro. Ainda assim, a nação é reconhecida como exportadora mundial de ureia, insumo essencial para fertilizantes. Em 2025, o Brasil importou do Irã US$ 11,9 milhões em produtos relacionados ao agro, quase todos adubos e fertilizantes químicos — menos de 0,5 % do total comprado no exterior. Rússia, China e Canadá permanecem como os principais vendedores dessa mercadoria para o Brasil.
Tensão política e histórico de tarifas
A nova ameaça ocorre em meio a protestos no Irã, iniciados no fim de dezembro, que já resultaram em mais de 600 mortes e mais de 10 mil detenções, segundo organizações de direitos humanos. Em 2025, o Brasil já havia sentido o impacto de tarifas impostas por Trump: uma sobretaxa geral de 10 % em abril e outra de 40 % em agosto, retiradas em novembro para os principais produtos do agro.
A evolução do quadro será acompanhada de perto por exportadores brasileiros, que temem reflexos nas vendas externas de soja, milho, carne e café.
Para conferir os dados completos de exportação e importação, o Ministério da Agricultura disponibiliza o sistema Agrostat.
Se você quer acompanhar outras movimentações internacionais que podem impactar o campo, visite a editoria de Internacional e fique por dentro de todas as atualizações.
Em resumo, o Irã é um comprador relevante, mas não essencial, para o agronegócio brasileiro; já os EUA são destino estratégico. Qualquer mudança nas tarifas pode mexer diretamente com essa balança. Continue acompanhando nossas publicações para entender como a decisão de Washington pode repercutir no mercado.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








