O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 28, que o recurso à força não é caminho para enfrentar os problemas históricos da América Latina. A declaração foi feita na sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, na Cidade do Panamá.
“A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério, que é de todos nós”, disse o chefe do Executivo brasileiro. Lula defendeu a substituição da “intervenção militar” pela “diplomacia” e classificou iniciativas neocoloniais por recursos estratégicos como “gestos anacrônicos”.
O presidente recordou episódios em que, segundo ele, os Estados Unidos atuaram como parceiros dos países latino-americanos. Em ocasiões anteriores, Lula já havia criticado a operação militar norte-americana que, em 3 de janeiro, capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cília Flores, no território da Venezuela.
No discurso, o petista também afirmou que a “liberdade contra o medo” depende do desarmamento, com a limitação do uso da força e de agressões entre nações. Para Lula, a região carece de lideranças comprometidas com mecanismos institucionais capazes de harmonizar interesses nacionais e manter a América Latina e o Caribe como zona de paz e cooperação.
O presidente sustentou que nenhum país latino-americano conseguirá resolver seus desafios de forma isolada. Ele defendeu a construção de um bloco econômico que permita erradicar a fome, citando Chile, Argentina, Colômbia, Panamá, Venezuela e Honduras como parceiros indispensáveis.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, o fortalecimento de mecanismos multilaterais costuma aumentar a estabilidade regional, tese reforçada pelo discurso de Lula no Panamá.

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O presidente concluiu que a inserção soberana dos países latino-americanos no cenário global passa pela cooperação interna e pelo respeito ao direito internacional, reiterando a defesa de uma “política de boa vizinhança”.
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Com informações de Jovem Pan
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