São Bernardo do Campo (SP) – Em um ato carregado de simbolismo político nesta quinta-feira (19), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o cargo até abril para disputar o governo de São Paulo, prometendo “vitória política maior que a eleitoral”.
- Em resumo: Haddad sai da Fazenda, assume pré-candidatura e recebe aval público de Lula e Alckmin.
Por que a saída da Fazenda muda o tabuleiro paulista?
O anúncio reposiciona Haddad como peça central na estratégia do PT para retomar o Palácio dos Bandeirantes, terreno dominado por adversários há quase três décadas. A manobra, observam analistas da Câmara Federal, também reforça o palanque de Luiz Inácio Lula da Silva no maior colégio eleitoral do país.
Com a cadeira de ministro vaga, o partido corre para emplacar um sucessor que mantenha a agenda econômica sem ruídos – movimento considerado crucial para evitar desgastes junto ao mercado e ao eleitorado de centro.
“Eu vou entrar nessa eleição pra ganhar. Mas a vitória política é ainda maior do que a vitória eleitoral”, cravou Haddad, sob aplausos.
Alckmin aposta alto e PT procura vice de centro
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ex-governador, endossou o projeto: “O Haddad vai apresentar a melhor plataforma para tirar São Paulo da inércia”. O apoio do ex-tucano mira eleitores moderados e sinaliza frente ampla.
Nos bastidores, dirigentes petistas procuram um nome de centro para a vice, estratégia que visa ampliar diálogo com segmentos menos alinhados à esquerda e reduzir rejeições históricas no interior paulista.
Crédito da imagem: Divulgação
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