Brasília/DF – O ex-presidente Jair Bolsonaro pode deixar a UTI do hospital DF Star nas próximas 24 horas, conforme boletim divulgado nesta segunda-feira (23). A melhora clínica ocorre no mesmo dia em que a PGR pediu ao STF que converta sua detenção em prisão domiciliar, abrindo um novo e decisivo capítulo na crise política.
- Em resumo: Alta médica e parecer da PGR pressionam o STF a decidir sobre o regime de custódia do ex-mandatário.
Boletim médico aponta melhora decisiva
O relatório hospitalar informa que Bolsonaro segue com antibióticos intravenosos e fisioterapia respiratória para tratar uma pneumonia bilateral. Segundo a equipe, a evolução é “favorável e sem intercorrências”; caso o quadro permaneça estável, ele deixará a UTI amanhã.
Profissionais destacam que, aos 69 anos, o paciente integra grupo de risco para complicações respiratórias. Estatísticas da Câmara dos Deputados sobre saúde pública reforçam a importância da vigilância intensiva em casos semelhantes.
“O estado de saúde do postulante demanda atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional, está apto para propiciar”, justificou o procurador-geral Paulo Gonet.
PGR pressiona STF por mudança no regime de custódia
No parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes, a Procuradoria defende que a vulnerabilidade clínica de Bolsonaro exige acompanhamento fora da Sala de Estado Maior do 19º BPM, onde ele está desde 15 de janeiro. A proposta prevê reavaliações médicas periódicas para manter ou revogar a domiciliar.
Se acolhida, a decisão converterá a detenção em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Especialistas em execução penal afirmam que o ex-presidente deverá comunicar qualquer deslocamento para consultas e poderá ter visitas controladas.
A expectativa é que Moraes analise o pedido já com base no próximo boletim médico, o que pode unir a saída da UTI e a transferência de custódia em uma mesma resolução.
Crédito da imagem: Divulgação
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