Lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado articulam, nos bastidores, um entendimento com parlamentares da ala bolsonarista para travar o avanço das investigações sobre o Banco Master. A negociação prevê oferecer uma contrapartida para que o grupo recue da tentativa de instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Veto presidencial à dosimetria na mesa de troca
A principal moeda em discussão é a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria. A proposta, entendida como benéfica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), serviria como sinal de boa-vontade da cúpula do Congresso para satisfazer o grupo bolsonarista.
Com a eventual anulação do veto, dirigentes da Câmara e do Senado calculam que o apelo por uma CPMI do Banco Master perderia força, evitando a abertura formal de investigações que poderiam se estender por meses.
A costura ainda não foi oficializada, mas interlocutores envolvidos indicam que a oferta já foi apresentada a parlamentares próximos de Bolsonaro. O objetivo é selar o acordo antes que a coleta de assinaturas para a CPMI atinja o número necessário ou ganhe novo impulso político.
Se concretizada, a estratégia blindaria o Banco Master de questionamentos imediatos no âmbito do Congresso e, ao mesmo tempo, atenderia a uma demanda antiga da base bolsonarista em relação ao projeto da dosimetria.
Fonte: Claudio Dantas
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