O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) voltou a investigar o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) por suspeita de rachadinha em seu antigo gabinete. A retomada do inquérito foi determinada no último dia 9, após a Procuradoria-Geral de Justiça considerar prematuro o arquivamento anterior do caso.
Decisão revoga arquivamento de 2024
Em setembro de 2024, a investigação havia sido arquivada por falta de provas que demonstrassem movimentações financeiras irregulares ligadas ao então parlamentar. Com a nova decisão, os autos retornam à 4ª Promotoria de Justiça, responsável por conduzir as apurações.
Acusações abrangem período de 2005 a 2021
De acordo com o Ministério Público, o esquema investigado teria funcionado entre 2005 e 2021, envolvendo funcionários e ex-funcionários da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O ex-chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes é apontado como organizador da prática, que consistiria em recolher parte dos salários dos assessores para repasse ao líder do grupo.
As suspeitas indicam um desvio mínimo de R$ 1,7 milhão. Todos os nomes citados teriam ocupado cargos de assessoria no gabinete de Carlos Bolsonaro durante o período investigado.
Renúncia e plano político
Em dezembro do ano passado, Carlos Bolsonaro renunciou ao mandato de vereador para dedicar-se à pré-campanha ao Senado por Santa Catarina.
Órgãos de fiscalização em diversos estados, inclusive em Sergipe, acompanham a evolução do caso devido ao interesse público na transparência da gestão de recursos públicos.
Fonte: Agência Brasil
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