O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), tornou pública, nesta sexta-feira (6), sua disposição de concorrer ao Palácio do Planalto em 2026. Em documento divulgado nas redes sociais e intitulado “manifesto ao Brasil”, o gaúcho defende responsabilidade fiscal e critica a polarização política que, segundo ele, trava o desenvolvimento do país.
Prioridades e críticas à polarização
Ao apresentar suas propostas, Leite sustenta que o Brasil enfrenta “um problema de direção” e precisa “reequilibrar as funções” dos Três Poderes. O governador argumenta que outras nações operam com planejamento de longo prazo, enquanto o país permanece concentrado em disputas ideológicas sem uma agenda clara de crescimento. Para ele, a eleição de 2026 não deve repetir a lógica do embate entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O documento sugere reformas institucionais para reduzir a fragmentação partidária, aumentar a eficiência do Estado e combater de forma permanente a corrupção e o crime organizado. Leite também afirma que responsabilidade fiscal é instrumento de proteção social, pois a estabilidade econômica preserva o poder de compra, sobretudo dos mais pobres. Entre os pontos citados estão a revisão de gastos considerados ineficientes e a simplificação do sistema tributário.
Disputa interna no PSD e desempenho em pesquisa
Dentro do PSD, Leite divide a preferência pela candidatura presidencial com os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás). O presidente do partido, Gilberto Kassab, sinalizou que a escolha deve ocorrer em abril. No cenário testado pela pesquisa Atlas/Bloomberg de fevereiro, o gaúcho registrou 1,6% das intenções de voto, atrás de Lula (45,3%), Flávio Bolsonaro (39,1%), Romeu Zema (5,7%) e Renan Santos (3,7%).
O manifesto ressalta ainda a necessidade de previsibilidade institucional para atrair investimentos e reforça a ideia de “reconstrução estratégica” do país, expressão utilizada pelo governador para diferenciar sua proposta do atual debate nacional.
Em Sergipe, dirigentes partidários acompanham o desfecho no PSD, avaliando possíveis reflexos nas alianças locais para as próximas eleições municipais e estaduais.
Fonte: Jovem Pan
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