A Petrobras declarou que suas operações de importação e exportação continuam seguras e competitivas, mesmo com o agravamento da guerra no Oriente Médio e o anúncio do Irã de fechar o Estreito de Ormuz. Segundo a estatal, as cargas que ainda utilizam aquela rota podem ser remanejadas para trajetos alternativos e, por ora, não há sinal de interrupção no fornecimento ao mercado interno.
Em nota, a companhia destacou que “os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”. O bloqueio do estreito, contudo, vem alimentando projeções de que o barril de petróleo possa atingir a marca de US$ 100.
Setor privado prevê pressão sobre valores nas bombas
Para o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, o cenário geopolítico já vinha sendo monitorado e boa parte do risco estava incorporada aos preços internacionais. Ainda assim, ele avalia que refinarias privadas tendem a promover reajustes nas próximas semanas, enquanto a Petrobras deverá “aguardar a poeira baixar” antes de definir eventuais mudanças.
Araújo estima que o conflito pode se prolongar “por algumas semanas, talvez meses”, mantendo o petróleo próximo a US$ 80 por barril — patamar que nesta segunda-feira (2) chegou a ultrapassar US$ 82, uma alta de até 13% e o maior valor desde janeiro de 2025.
O Estreito de Ormuz é a principal rota de escoamento de petróleo dos grandes produtores do Golfo, e seu bloqueio coloca em risco cerca de um quinto do fluxo global da commodity. O governo iraniano ameaçou incendiar embarcações que tentarem atravessar o local, o que intensificou a tensão no mercado.
Como efeito imediato, distribuidoras e importadores monitoram o comportamento das cotações para avaliar repasses. A Petrobras, porém, reforça que, no momento, não visualiza ameaça de desabastecimento no país.
Em Sergipe, assim como nos demais estados, o preço final ao consumidor costuma refletir as variações do mercado nacional, motivo pelo qual revendedores acompanham de perto os desdobramentos sobre o petróleo bruto e as decisões da Petrobras.
Fonte: g1
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