O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, a demissão imediata da economista Lisa D. Cook do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed). A decisão foi divulgada nas redes sociais do mandatário por meio de uma carta oficial endereçada à diretora.
Cook, primeira mulher negra a ocupar um assento na cúpula do banco central norte-americano, deixa o cargo pouco depois de Trump ter declarado, na última sexta-feira (22), que a dispensaria caso ela não renunciasse espontaneamente. Na ocasião, o presidente classificou a saída como necessária para, segundo ele, manter a “integridade” da instituição.
Justificativa apresentada pela Casa Branca
No documento, Trump invoca o Artigo II da Constituição dos EUA e o Ato da Reserva Federal de 1913 para justificar a destituição “por justa causa”. O presidente afirma ter identificado razões suficientes para remoção, baseando-se em uma denúncia criminal de 15 de agosto que aponta possíveis declarações falsas em contratos de hipoteca assinados por Cook em Michigan e na Geórgia.
De acordo com a carta, a economista teria se comprometido a residir por um ano em duas propriedades diferentes num intervalo de apenas duas semanas — fato considerado “inconcebível” pelo chefe do Executivo norte-americano. Trump sustenta que tal conduta compromete a confiança pública no órgão responsável por regular o sistema financeiro e definir a política monetária do país.
Reação e contexto
Antes do anúncio formal, Cook havia declarado que não pretendia deixar o cargo, apesar das pressões políticas. Analistas de mercado interpretaram a ofensiva de Trump como parte de uma tentativa mais ampla de aumentar a influência do governo sobre o banco central, que tem mandato independente.
O Federal Reserve, criado há mais de um século, opera com autonomia para definir a taxa básica de juros e supervisionar o sistema bancário. Conforme o Federal Reserve Act, membros do conselho podem ser removidos pelo presidente em caso de “justa causa”.

Imagem: Internet
Com a saída de Cook, o governo norte-americano deverá indicar um substituto, que precisará de aprovação do Senado para assumir o posto.
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O episódio destaca a tensão entre a Casa Branca e o Fed num momento em que ajustes na política monetária continuam no centro do debate econômico norte-americano. Siga nosso portal para atualizações sobre o processo de indicação do novo diretor e seus possíveis impactos.
Com informações de G1
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