TRANSMISSÃO: Record
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O nível se manteve estável em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro de 2025, e recuou 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período do ano passado, quando era de 6,5%.
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que o resultado representa o menor patamar da série histórica para trimestres terminados em janeiro. Mesmo com a estabilidade estatística, ela observou tendência de queda e lembrou que é comum haver elevação da desocupação no início do ano devido ao término de vagas temporárias.
Principais números do mercado de trabalho
– População desocupada: 5,9 milhões (estabilidade no trimestre e queda de 17,1% em 12 meses).
– População ocupada: 102,7 milhões (estável no trimestre; alta de 1,7% em um ano).
– Taxa de subutilização: 13,8%.
– População fora da força de trabalho: 66,3 milhões.
– População desalentada: 2,7 milhões.
– Empregados com carteira assinada no setor privado: 39,4 milhões.
– Empregados sem carteira: 13,4 milhões.
– Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões.
– Trabalhadores informais: 38,5 milhões (37,5% da população ocupada).
O rendimento real habitual subiu para R$ 3.652, avanço de 2,8% em relação ao trimestre anterior e de 5,4% frente a igual período do ano passado. A massa de rendimentos alcançou R$ 370,3 bilhões, acréscimo de 2,9% no trimestre e de 7,3% em 12 meses.
Desempenho por setores da economia
Na comparação com o trimestre encerrado em outubro, os maiores movimentos foram:
– Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +2,8% (365 mil pessoas).
– Outros serviços: +3,5% (185 mil pessoas).
– Indústria geral: −2,3% (305 mil pessoas).
Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, destacaram-se:
– Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +4,4% (561 mil pessoas).
– Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: +6,2% (1,1 milhão de pessoas).
– Serviços domésticos: −4,2% (243 mil trabalhadores).
Análise de especialistas
Para o economista Maykon Douglas, o resultado combina desemprego em mínima histórica com expansão da ocupação e da massa salarial, sinalizando um mercado de trabalho dinâmico. Ele prevê leve aumento da taxa nos próximos meses, movimento considerado habitual no início do ano.
Rafael Perez, da Suno Research, avaliou que os indicadores continuam em níveis recordes, refletindo um quadro de renda em alta e maior formalização. Segundo ele, esse cenário pode exigir cautela na condução da política monetária, já que emprego forte e salários maiores tendem a pressionar a inflação.
Contexto regional
Em Sergipe, entidades empresariais e sindicatos acompanham os resultados nacionais para avaliar tendências locais de contratação e renda, sobretudo em setores como serviços e administração pública, que tiveram crescimento de postos de trabalho no comparativo anual.
Fonte: g1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








