O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta sexta-feira (6) que a perícia realizada sobre os dados telemáticos do banqueiro Daniel Vorcaro não identificou qualquer registro de contato com o ministro Alexandre de Moraes. A manifestação, divulgada pela Secretaria de Comunicação da Corte, reage à publicação do jornal O Globo sobre uma suposta troca de mensagens entre ambos no dia 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão do executivo.
De acordo com o STF, os prints que vieram a público por meio da CPMI do INSS estão associados a pastas de outros números da agenda de Vorcaro e não aparecem direcionados ao ministro. “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro)”, destaca a nota, reforçando que o cruzamento de informações demonstra ausência de vínculo com Moraes.
Prints contestados
Segundo a reportagem do jornal, às 17h22 (Brasília UTC-3) daquele 17 de novembro, Vorcaro teria enviado a Moraes a pergunta: “Conseguiu bloquear?”. O diálogo estaria iniciado às 7h19, com menção do banqueiro a um possível vazamento de informações ligado ao Banco de Brasília (BRB). O STF, no entanto, sustenta que as mensagens não se relacionam ao ministro e que as respostas atribuídas a ele teriam sido enviadas em formato de visualização única, impossibilitando registro.
Novas etapas da investigação
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi novamente preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. Após a detenção em São Paulo, o empresário foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília a pedido da Polícia Federal, que alegou riscos à integridade física do investigado e possível interferência nas apurações. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também teve ordem de prisão cumprida.
O sigilo decretado pelo ministro André Mendonça impede que o STF divulgue os nomes dos contatos associados aos arquivos analisados.
O andamento do caso é acompanhado com atenção por operadores do Direito em todo o país, inclusive em Sergipe, devido às discussões sobre uso de provas digitais e sigilo de comunicações.
Fonte: Jovem Pan
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