A escolha de Jane Reis (MDB) para compor a chapa de Eduardo Paes (PSD) ao Governo do Rio de Janeiro criou um quadro inusitado na corrida eleitoral fluminense. Embora faça parte da campanha do prefeito carioca, que é um dos principais aliados do presidente Lula (PT), a candidata a vice confirmou que seguirá a orientação nacional do MDB e apoiará a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
O arranjo estabelece dois palanques distintos dentro da mesma coligação estadual. Sempre que Flávio Bolsonaro estiver em campanha no Rio, Jane Reis deverá acompanhá-lo; já nas agendas de Lula no estado, quem fará a recepção será Eduardo Paes. Questionado sobre a divisão, Paes disse não ver problema e afirmou que o apoio do MDB “estimula e incentiva” a disputa, mencionando a influência do ex-prefeito Washington Reis, liderança da Baixada Fluminense.
Perfil da candidata e composição rival
O PSD buscava um nome de fora da política tradicional, mulher e com ligação a igrejas evangélicas para ocupar a vice. A indicação do MDB recaiu sobre Jane Reis, membro de uma família com forte atuação em Duque de Caxias e reconhecida proximidade com a família Bolsonaro.
No campo adversário, a direita já definiu sua chapa: Douglas Ruas (PL) disputará o Governo do Estado tendo como vice Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu.
No cenário sergipano, dirigentes partidários observam com atenção esse tipo de composição, pois alianças nacionais costumam influenciar as definições regionais antes das convenções.
Fonte: Jovem Pan
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