A engenheira de computação Luana Lara, de 29 anos, entrou para a lista da revista Forbes como a mulher mais jovem do planeta a atingir o status de bilionária sem receber herança. A marca foi alcançada após sua empresa, a plataforma de previsões Kalshi, captar US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos concluída no fim de 2025.
Fundada por Lara e pelo sócio Tarek Mansour em 2018, a Kalshi opera como uma bolsa especializada em contratos de eventos, permitindo que investidores negociem possibilidades sobre acontecimentos futuros, como variações da inflação ou paralisações do governo norte-americano. O aporte, liderado pela gestora de criptomoedas Paradigm e com participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator, multiplicou o valor de mercado da companhia.
Valorização acelerada impulsionou patrimônio
Segundo a Forbes, o valor de mercado da Kalshi saltou de US$ 2 bilhões em junho para US$ 11 bilhões em dezembro de 2025. Esse crescimento foi decisivo para levar tanto Luana Lara quanto Tarek Mansour ao clube dos bilionários.
O percurso da empreendedora começa no Brasil, onde conquistou medalhas em olimpíadas estudantis de astronomia e matemática. Após passar pela Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e se apresentar como bailarina profissional na Áustria, Lara mudou-se para os Estados Unidos para cursar Ciência da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Durante a graduação, estagiou na gestora Bridgewater, enquanto Mansour atuou no Goldman Sachs.
A Kalshi obteve, em 2020, a designação de Mercado de Contratos Designado (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada dos Estados Unidos voltada a contratos de eventos. Em 2024, após ter autorização negada para oferecer apostas sobre eleições, a empresa recorreu à Justiça e venceu, liberando esse tipo de negociação sob regulação federal.
Trajetória acadêmica e profissional
Nascida na segunda metade da década de 1990, Luana Lara acumulou experiências diversas antes de criar a Kalshi. Além das competições científicas, sua formação inclui nove meses como bailarina na Europa e a experiência no MIT, onde conheceu o futuro cofundador da startup. Ainda universitários, ambos perceberam que muitas decisões financeiras dependiam de previsões sobre fatos futuros, mas não existia um meio direto de negociar esses resultados — lacuna que motivou a criação da empresa.
Contexto regional — Histórias de empreendedores que alcançam destaque global costumam servir de referência para o ecossistema de inovação em Sergipe, onde iniciativas públicas e privadas buscam incentivar startups voltadas a soluções tecnológicas e financeiras.
Fonte: g1
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