A eliminação de parte do chamado “imposto do luxo” na Argentina provocou uma queda expressiva nos preços de veículos de alto padrão no país vizinho. A Porsche passou a oferecer o 911 Turbo S com redução de US$ 128 mil, equivalente a cerca de R$ 667 mil, após a mudança tributária.
Fim da alíquota muda patamar de preços
Até então, carros com valor superior a 79 milhões de pesos argentinos (aproximadamente R$ 290 mil) pagavam uma alíquota de 18%, que na prática chegava a 21,95% devido à incidência de outros tributos. Com a aprovação da medida no Senado argentino, a taxa deixou de vigorar e os primeiros descontos começaram a ser anunciados pelas montadoras.
Montadoras divulgam novas tabelas
Além da Porsche, a Audi reduziu em US$ 37 mil (cerca de R$ 192 mil) o preço do RS Q8, agora ofertado por US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford ajustou o Mustang GT para US$ 65 mil (R$ 338 mil), valor 25 mil dólares inferior ao praticado anteriormente. O Mustang Dark Horse passou de US$ 97 mil para US$ 75 mil (R$ 390 mil). Modelos de Toyota, Lexus e Mercedes registram cortes médios de 15%.
Mercado busca retomar fôlego
O setor automotivo argentino enfrenta vendas fracas desde o fim de 2025, cenário que também impactou a produção brasileira destinada ao país. Especialistas ouvidos pelo mercado local afirmam que a extinção do imposto pode estimular novos negócios, compensando eventual perda de arrecadação com o aquecimento da economia.
A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa) classificou a medida como um avanço ao corrigir distorções na formação de preços e devolver previsibilidade à cadeia produtiva. A isenção começa a valer em 1º de abril, mas diversas marcas já adotam as novas listas, com entregas programadas para o mês seguinte.
Até o fechamento da reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover e Volvo ainda não divulgaram eventuais atualizações de preços no mercado argentino.
Contexto regional: embora a mudança ocorra na Argentina, revendas especializadas em Sergipe acompanham a movimentação, pois diferenças de preço podem influenciar potenciais importações particulares e valores de veículos de luxo no mercado brasileiro.
Fonte: g1
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