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O preço do barril de petróleo Brent foi negociado perto de US$ 105 (cerca de R$ 551,61) nesta segunda-feira (16), em meio à terceira semana de confronto entre EUA, Israel e Irã, o que elevou a cotação em mais de 40% desde o início do conflito.
No mesmo dia, o Brent avançou 1,6%, fechando a US$ 104,73 (cerca de R$ 550,19) após ter aberto acima de US$ 106. O petróleo leve dos EUA (WTI) subiu 1%, alcançando US$ 99,68 (cerca de R$ 523,66) por barril, acumulando quase 50% de valorização desde o início da guerra.
Estreito de Ormuz sob pressão
Como reação aos ataques de Israel e dos EUA, o Irã restringiu o tráfego de cargas no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. A medida levou produtores a reduzirem a extração; segundo a consultoria Rystad Energy, mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia deixaram de ser produzidos em pouco mais de uma semana. Embora alguns navios-tanques tenham conseguido atravessar, a incerteza domina o mercado. “Grande parte do mercado está operando às cegas”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management.
Reflexos sobre inflação e bolsas
O cenário de oferta limitada elevou as expectativas de inflação global, mesmo com os 400 milhões de barris disponibilizados pelas reservas emergenciais dos países membros da Agência Internacional de Energia. Nos Estados Unidos, índices acionários recuaram na sexta-feira (13): o S&P 500 caiu 0,6% para 6.632,19 pontos, enquanto o Dow Jones cedeu 0,3% para 46.558,47 pontos e o Nasdaq perdeu 0,9%, encerrando a terceira semana consecutiva de quedas.
Na Ásia, o Nikkei 225 recuou 0,4% em Tóquio, ao passo que o Kospi, na Coreia do Sul, avançou 0,6%. Já o Hang Seng, em Hong Kong, subiu 1,1%, enquanto o índice composto de Xangai caiu 0,7%. O dólar foi negociado a 159,47 ienes, e o euro a US$ 1,1442.
Consumo nos EUA e ritmo econômico
Dados do Departamento de Comércio dos EUA indicam inflação de 2,8% em janeiro ante igual mês do ano anterior. Ao excluir alimentos e energia, a alta chegou a 3,1%, o maior avanço em quase dois anos. Apesar disso, o consumo manteve ritmo sólido, crescendo 0,4% no mês, mesma taxa observada na renda dos americanos. A primeira revisão do PIB apontou expansão anualizada de 0,7% no quarto trimestre, afetada pela paralisação governamental de 43 dias no outono passado.
Panorama regional
Para Sergipe, estado que abriga operações de extração em terra e em águas rasas, a escalada dos preços internacionais é acompanhada de perto por empresas do setor e autoridades fiscais, já que mudanças no valor do barril costumam refletir na arrecadação de royalties e na atividade da cadeia de serviços local.
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Fonte: g1




