O Bank of America firmou um acordo para tentar pôr fim a uma ação coletiva movida por mulheres que afirmam que a instituição financeira facilitou os abusos sexuais do financista Jeffrey Epstein. A proposta de resolução veio à tona em documentos judiciais tornados públicos nesta segunda-feira (16).
Acusação aponta lucro acima da proteção das vítimas
A ação foi aberta em outubro do ano passado por uma mulher que usa o pseudônimo Jane Doe. Ela sustenta que o segundo maior banco dos Estados Unidos ignorou transações financeiras consideradas suspeitas, optando por priorizar ganhos em vez de adotar medidas que poderiam ter evitado novos crimes. Entre as operações citadas estão pagamentos recebidos por Epstein do bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management.
Em sua defesa, o Bank of America argumenta que apenas prestou “serviços de rotina” a clientes que, à época, não tinham ligação conhecida com Epstein, classificando as alegações de envolvimento direto como “frágeis e sem fundamento”.
Trâmites judiciais e impacto sobre outras investigações
O juiz distrital Jed Rakoff, em Manhattan, já havia determinado que o banco respondesse às acusações de se beneficiar do esquema de tráfico sexual e de dificultar a aplicação da Lei Federal de Proteção às Vítimas do Tráfico de Pessoas. Cabe a ele homologar o novo acordo. Caso a proposta seja aprovada, o depoimento de Leon Black, marcado para 26 de março, e o julgamento previsto para 11 de maio serão cancelados.
Advogados que representam Jane Doe também moveram processos contra outras instituições associadas ao caso Epstein. Em 2023, foram fechados acordos de US$ 290 milhões com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões com o Deutsche Bank.
Jeffrey Epstein morreu em agosto de 2019, numa cela em Manhattan, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A perícia oficial concluiu que a causa da morte foi suicídio.
Fonte: g1
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