O governo de Cuba anunciou nesta segunda-feira (16) que deve autorizar, “em breve”, a participação de cubanos residentes no exterior em empresas privadas e na abertura de novos negócios na ilha. A medida foi confirmada pelo vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga, em entrevista à rede norte-americana NBC, e integra as conversas em andamento entre Havana e Washington para reduzir os efeitos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.
Negociações para aliviar o bloqueio
Segundo Pérez-Oliva Fraga — que também comanda o Ministério do Comércio Exterior — o governo cubano pretende estabelecer “boas relações” com companhias norte-americanas e reconectar a comunidade expatriada, hoje concentrada em cidades como Miami e Madri, ao ambiente de negócios do país. Atualmente, esses cidadãos são proibidos de enviar recursos ou manter vínculos comerciais com Cuba, restrição que o executivo cubano promete flexibilizar oficialmente ainda nesta noite.
Na semana anterior, o presidente Miguel Díaz-Canel já havia citado avanços nas tratativas com Washington para suspender parte dos embargos vigentes desde a década de 1960. Ele argumentou que as sanções limitam o acesso cubano a financiamento, tecnologia, mercados e combustíveis.
Como gesto ligado ao diálogo, Havana iniciou na sexta-feira (13) a libertação de presos políticos. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou esperar “chegar a um acordo com Cuba em breve”.
Tensões internas persistem
Apesar dos sinais de aproximação externa, Cuba enfrenta uma crise econômica marcada por cortes frequentes de energia e falta de alimentos. No fim de semana, manifestantes atacaram uma sede do Partido Comunista na cidade de Morón durante protestos contra os apagões.
Contexto regional — Em Sergipe, setores ligados ao comércio exterior e à comunidade acadêmica acompanham os desdobramentos, avaliando possíveis repercussões para intercâmbios e cooperações futuras com a ilha.
Fonte: g1




