Brasília – Em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o chanceler Mauro Vieira rechaçou a existência de qualquer estrutura militar chinesa no Brasil e, em seguida, soou o alarme sobre a pressão dos Estados Unidos para intervir na segurança interna do país.
- Em resumo: Vieira fala em “especulação de internet” e vê risco de ação armada estrangeira contra facções brasileiras.
Por que o boato ganhou força online
Segundo o ministro, rumores sobre antenas e estações chinesas proliferaram em sites e redes sociais sem uma única prova documental. Documentos oficiais da Câmara Federal mostram que não há registro de tratativas militares com Pequim.
Vieira destacou que o país mantém parceria tecnológica pacífica com a China, como o programa de satélites CBERS, mas nunca negociou qualquer cessão de território para fins bélicos.
“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas”, enfatizou o chanceler.
Pressão externa e soberania em jogo
O debate esquentou quando o ministro revelou que a administração norte-americana deseja rotular o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A classificação, alertou ele, abriria brecha para tropas estrangeiras operarem em solo brasileiro.
Vieira classificou a investida como “inaceitável” e lembrou que a Constituição de 1988 garante a soberania sobre decisões de segurança pública. Ele frisou que o Brasil coopera internacionalmente em inteligência, mas nunca admitirá incursões militares externas.
Nos bastidores, deputados governistas e de oposição concordaram que qualquer ação sobre grupos criminosos deve ser liderada por forças nacionais, reforçando a autonomia estratégica brasileira.
Crédito da imagem: Divulgação
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