Brasília/DF – A internação de Jair Bolsonaro, iniciada em 13 de março após um mal-estar na cela da “Papudinha”, chega ao nono dia sem qualquer previsão de alta, ainda que o boletim do Hospital DF Star aponte estabilidade clínica e ausência de febre.
- Em resumo: ex-presidente segue na UTI com pneumonia bacteriana bilateral e recebe antibioticoterapia intensiva.
Evolução do quadro clínico
O boletim divulgado neste domingo (22) confirma que o paciente permanece na Unidade de Terapia Intensiva, submetido a antibióticos intravenosos, fisioterapia motora e monitoramento contínuo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, infecções pulmonares desse tipo exigem resposta rápida para evitar complicações sistêmicas.
Médicos ressaltam que, embora afebril e hemodinamicamente estável, Bolsonaro continuará sob observação “enquanto houver risco de agravamento”, sem data definida para retorno ao batalhão da Polícia Militar.
A médica plantonista que o atendeu na prisão descreveu a remoção como necessária diante do “risco de morte”.
Repercussões além do hospital
Paralelamente à saúde, o caso mantém peso jurídico: condenado a 27 anos e 3 meses, Bolsonaro aguarda decisão sobre pedido de prisão domiciliar. Na última sexta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes solicitou parecer da PGR, passo que pode redefinir o local de cumprimento da pena caso a recuperação seja prolongada.
Esta é a sétima internação do ex-mandatário desde que iniciou o regime em agosto de 2025, reforçando o debate sobre a infraestrutura médica disponível em instalações prisionais e a necessidade de remoções frequentes.
Crédito da imagem: Divulgação
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